terça-feira, 9 de junho de 2015

""Apóstolo do Brasil - Igreja celebra São José de Anchieta,

São José de Anchieta, modelo de evangelização

Nascido nas Ilhas Canárias, pertencente a uma grande família de 12 irmãos, o santo de hoje viveu no século XVI. Por motivos de estudo, foi enviado para Coimbra – Portugal, local onde teve o primeiro contato com a Companhia de Jesus e com o testemunho de São Francisco Xavier.

Muitas coisas o levaram a discernir seu chamado à vida religiosa, e aos 17 anos diante de uma imagem de Nossa Senhora, ele fazia o seu compromisso de abandonar tudo e servir a Deus. Anchieta entrou na Companhia de Jesus em 1551, fez um noviciado exigente, e mesmo com a saúde frágil fez os seus votos de castidade, pobreza e obediência, em 1553.

Neste mesmo ano foi enviado para o Brasil, e chegando na Terra de Santa Cruz ele pôde evangelizar. Ainda não era sacerdote. Estudava Filosofia, Teologia, e sempre evangelizando, dando aulas, indo ao encontro dos indígenas. Respeitava a cultura do povo, conheceu a língua Tupi-Guarani para melhor evangelizar. Homem fiel à santa doutrina, à sua congregação e acima de tudo, fiel ao Espírito Santo. Esteve em diversos lugares do Brasil, como São Paulo, Rio de janeiro, Espírito Santo, Bahia etc. Consumia-se na missão.

José de Anchieta é um modelo para todos os tempos, para uma nova evangelização no poder do Espírito Santo e com profundo respeito a quem nos acolhe, a quem é chamado também a ser inteiro de Jesus.

Considerado o “Apóstolo do Brasil”, José de Anchieta foi beatificado em 22 de junho de 1980 pelo Papa João Paulo II, e no dia 3 de abril de 2014 foi declarado santo por intermédio de um decreto assinado pelo Papa Francisco.

São José de Anchieta, rogai por nós!

"Papa enfatiza necessidade de preservar a identidade cristã"

Francisco alertou sobre as tentações sofridas pela identidade cristã que, se não for preservada, perde o sal e sua capacidade de dar testemunho de Cristo

Da Redação, com Rádio Vaticano

Francisco alerta sobre o perigo de enfraquecer a identidade cristã / Foto: L’Osservatore Romano

A necessidade de preservar a identidade cristã foi o tema da homilia do Papa Francisco, nesta terça-feira, 9, na Casa Santa Marta. Francisco disse que é preciso deixar que o Espírito Santo leve adiante a vida cristã, sem permitir que a identidade do cristão se torne uma “religião soft”.

A Missa foi concelebrada pelos cardeais que compõem o chamado “C9”, conselho que auxilia o Papa no governo da Igreja e na reforma da Cúria Romana. As palavras de Francisco foram motivadas pela Carta de São Paulo aos Coríntios, que fala justamente da identidade dos discípulos de Jesus. Segundo o Papa, Deus fez a humanidade percorrer um longo caminho, até o envio de Jesus, para que pudesse chegar a essa identidade cristã.

“Também nós devemos percorrer, na nossa vida, um longo caminho, para que essa identidade cristã seja forte a ponto de podermos oferecer um testemunho. É um caminho que podemos definir como da ambiguidade à verdadeira identidade”, disse.

Francisco admitiu a existência do pecado ao longo desse caminho, mas ressaltou que a força de Deus faz o homem se levantar de um erro e prosseguir com sua identidade. Aliás, o próprio pecado é parte dessa identidade.

“Somos pecadores, mas pecadores com a fé em Jesus Cristo. E não é somente uma fé de conhecimento, não, mas um dom de Deus que entrou em nós por meio d’Ele. É Deus quem nos confirma em Cristo. E nos conferiu a unção, nos imprimiu o sigilo, nos deu a entrada, o penhor do Espírito nos nossos corações. É Deus quem nos dá este dom da identidade”, afirmou o Papa.

Tentações

Mas também a identidade cristã é tentada e corre o risco de se enfraquecer e acabar se perdendo. Francisco alertou, então, sobre dois caminhos: o primeiro deles é o risco de diluir o testemunho, reduzindo o Cristianismo a uma bela ideia.

“E assim, do Cristo concreto, porque a identidade cristã é concreta – como o lemos nas bem-aventuranças – passamos a esta religião um pouco ‘soft’, no ar e no caminho dos gnósticos. Por trás, há o escândalo. Esta identidade cristã é escandalosa. E a tentação é negar o escândalo”.

A cruz é um escândalo, disse o Papa, e por isso mesmo há pessoas que buscam Deus com “espiritualidades cristãs um pouco etéreas”, os “gnósticos modernos”. Há também aqueles que sempre necessitam de novidade na identidade cristã e se esquecem que foram escolhidos, ungidos.

Outro caminho para regredir na identidade cristã é a mundanidade. Aos poucos, disse o Papa, o sal perde o sabor e se começa a ver comunidades que se dizem cristãs, mas não podem nem sabem dar testemunho de Jesus Cristo.

“Esta é uma graça que devemos pedir ao Senhor: que sempre nos dê este presente, este dom de uma identidade que não busca se adaptar às coisas até ‘perder o sabor do sal’”.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

"O bispo é modelo para os seus sacerdotes, diz Papa"

Em encontro com a Conferência Episcopal de Porto Rico, o Papa impulsionou os bispos a serem exemplos para os sacerdotes e a buscarem sempre a renovação espiritual

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco fez seu discurso aos bispos na manhã desta segunda-feira, 8 / Foto: L’Osservatore Romano

O Papa Francisco recebeu, nesta segunda-feira, 8, pela manhã, a Conferência Episcopal de Porto Rico, em visita ad Limina.

Depois da saudação inicial, o Pontífice fez seu discurso aos bispos e destacou que, nesse arquipélago caribenho, foi fundada uma das três primeiras dioceses que se estabeleceram no continente americano.

“Desde estão, a sua história eclesial está entrelaçada pela fidelidade e tenacidade de muitos pastores, religiosos, missionários e leigos que souberam comunicar a alegria do anúncio de Cristo Salvador e em Seu nome criaram várias iniciativas em favor do bem comum, no campo litúrgico, social e educacional, que marcaram profundamente a vida pública e particular do povo porto-riquenho”, afirma.

O Santo Padre acrescentou que os bispos são chamados, como arautos do Evangelho e guardiões da esperança de seu povo, a continuar escrevendo a obra de Deus nas igrejas locais, animados pelo espírito de comunhão eclesial, fazendo com que a fé cresça e a luz da verdade brilhe também em nossos dias.

“A confiança recíproca e a comunicação sincera entre vocês ajudará o clero e os fiéis a verem a unidade autêntica tão querida por Cristo”, disse ainda Santo Padre.

Diante da grandeza e desproporção dos problemas, Francisco frisou também que o bispo precisa recorrer não somente à oração, mas também à amizade e ajuda fraterna de seus irmãos no episcopado.

“Não desperdicem energias com divisões e confrontos, mas sim para construir e colaborar. Vocês sabem que quanto mais intensa é a comunhão, mais se favorece a missão. Saibam se distanciar de ideologias ou tendências políticas que lhes fazem perder tempo e o verdadeiro ardor pelo Reino de Deus. A Igreja, em razão da sua missão, não está ligada a nenhum sistema político. Ela é sinal e salvaguarda do caráter transcendente da pessoa”, sublinhou.

Modelo a seguir

O Papa disse que o bispo é modelo para os seus sacerdotes e os impulsiona a buscar sempre a renovação espiritual e a redescobrirem a alegria de apascentar seu rebanho dentro da grande família que é a Igreja.

“Peço-lhes para que sejam acolhedores com eles, que se sintam ouvidos e guiados para que possam crescer na comunhão, santidade e sabedoria, e levar a todos os mistérios da salvação”, destacou.

Falando sobre o próximo Jubileu da Misericórdia, Francisco recordou aos bispos que eles e os sacerdotes devem ser servidores fiéis do perdão de Deus, sobretudo no Sacramento da Reconciliação, no qual se experimenta na própria carne o amor de Deus e se oferece a cada penitente a fonte da verdadeira paz interior.

“Para ter bons pastores é preciso cuidar da pastoral vocacional. Os seminários devem oferecer uma formação adequada aos candidatos ao sacerdócio.” O Papa destacou a necessidade de facilitar aos fiéis a vida sacramental e oferecer-lhes uma formação permanente adequada para que possam cumprir a sua missão.

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“Desejo de coração que, animados pelo exemplo dos leigos o Beato Carlos Manuel Rodríguez Santiago, modelo de entrega e serviço apostólico, e o venerável mestre Rafael Cordero y Molina, cresçam no caminho de adesão ao Evangelho, se aprofundando na Doutrina Social da Igreja e participando dos debates públicos.”

Francisco sublinhou a necessidade de consolidar cada vez mais a pastoral familiar diante dos problemas sociais que afligem a família, como a difícil situação econômica, migração, violência doméstica, desemprego, narcotráfico e corrupção. “São realidades que nos preocupam”, disse.

O Santo Padre chamou à atenção os bispos porto-riquenhos para o valor e a beleza do matrimônio. “A complementaridade entre o homem e a mulher está sendo questionada pela ideologia do gênero, em prol de uma sociedade mais livre e mais justa. As diferenças entre homem e mulher não são para a contraposição ou subordinação, mas para a comunhão e geração.”

O Pontífice acrescenta dizendo que o Sacramento do Matrimônio é sinal do amor de Deus pela humanidade e da entrega de Cristo por sua Esposa, a Igreja. “Cuidem desse tesouro, um dos mais preciosos dos povos da América Latina e do Caribe”, frisou Francisco.

Dentre os desafios atuais para o trabalho apostólico, o Papa citou a implementação do Plano Conjunto de Pastoral nas dioceses no qual deve estar sempre presente a dimensão missionária para as periferias existenciais.

domingo, 7 de junho de 2015

"Quem se nutre do Pão não pode ficar indiferente, diz Papa"

O Papa Francisco refletiu sobre a solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, pois em muitos países, como a Itália, hoje é celebrado o Corpus Christi

Da redação, com Rádio Vaticano
Aos fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro, o Pontífice dirigiu antes de tudo, um sorridente “bom dia”.


Neste domingo, 7, antes de rezar a oração do Angelus, o Papa Francisco refletiu no balcão do Palácio Apostólico sobre a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, pois em muitos países, como a Itália, hoje é celebrado o Corpus Christi.

Aos fiéis e turistas presentes na Praça São Pedro, o Pontífice dirigiu antes de tudo, um sorridente “bom dia”, recebendo em troca um longo aplauso.

O Pão não é apenas alimento físico

O Evangelho do dia narra a instituição da Eucaristia, realizada por Jesus durante a Última Ceia, no cenáculo de Jerusalém. Ali, Jesus partiu o pão e o dividiu entre os seus discípulos, anunciando que ele era a sua carne para a salvação do mundo; que quem o comesse habitaria Nele.

Com este gesto e com estas palavras, Jesus atribui ao pão uma função que não é mais a de simples alimento físico, mas torna a sua Pessoa presente em meio à comunidade dos fiéis.

Após explicar este conceito, o Papa continuou dizendo que “não basta afirmar que Jesus está presente na Eucaristia, mas é preciso ver, a partir dela, a presença de uma vida doada. Quando pegamos e comemos aquele Pão, nós nos associamos à vida de Jesus, entramos em comunhão com Ele, nos comprometemos em realizar a comunhão entre nós, a transformar a nossa vida em dom, principalmente aos mais pobres”.

Comendo o pão, somos todos do mesmo corpo

Segundo o Papa, Corpus Christi evoca esta mensagem solidária e faz acolher o convite à conversão, ao serviço, ao amor e ao perdão. Encoraja a todos para imitar aquilo que é celebrado na liturgia.

“O Cristo que nos nutre com as espécies consagradas do pão e do vinho, é o mesmo que nos vem ao encontro todos os dias. Ele está no pobre que estende a mão, está no sofredor que implora ajuda, está no irmão que pede a nossa disponibilidade e aguarda a nossa receptividade, está na criança que ainda não sabe nada de Jesus, da salvação, que não tem fé. Está em todo ser humano, inclusive no mais pequenino e indefeso”.

Sendo assim, prosseguiu, “quem se nutre do Pão de Cristo não pode ficar indiferente diante de quem não tem o pão cotidiano. Este é um problema cada vez mais grave”.

Mais solidariedade e acolhimento

O Papa conclui pedindo que a festividade de Corpus Christi inspire e alimente sempre mais a cada um, o desejo e o compromisso por uma sociedade acolhedora e solidária.

“Confiemos este nosso desejo ao coração da Virgem Maria, Mulher eucarística. Que Ela suscite em todos a alegria de participar da Santa Missa, especialmente aos domingos, e a coragem alegre de testemunhar a infinita caridade de Cristo”.

Em seguida, Francisco rezou a oração mariana dominical e concedeu a todos a sua benção apostólica.

sábado, 6 de junho de 2015

"Religiosos mundanos são uma caricatura, não servem, diz Papa"


Papa reuniu-se com padres, religiosos e seminaristas na catedral de Sarajevo; tocado por testemunhos de mártires, frisou: “religiosos mundanos não servem”

Jéssica Marçal
Da Redação

Francisco ficou tocado com o testemunho de três religiosos e suas capacidades de perdoar o mal sofrido / Foto: Reprodução CTV

Após ouvir o testemunho de três religiosos representantes da Igreja em Sarajevo que sofreram com a guerra, o Papa Francisco abandonou o discurso que havia preparado para o encontro deste sábado, 6, e falou espontaneamente aos presentes. Francisco destacou, principalmente, o valor que se deve dar à história dos antepassados e a capacidade de perdoar os males praticados por alguém. Ele acrescentou que os religiosos devem levar uma vida digna da Cruz de Cristo, pois religiosos mundanos são uma caricatura, não servem.

Francisco acompanhou o relato de vida de um padre, de um frade e de uma irmã, todos três representantes da Igreja em Sarajevo e marcados pelo sofrimento da guerra. Foram testemunhos que, segundo o Papa, falam por si só e trazem a memória do povo da Bósnia.

“Um povo que esquece a sua memória não tem futuro. Essa é a memória dos vossos pais e mães na fé”, afirmou, lembrando que por trás desses três relatos há tantos outros de pessoas que passaram pelo mesmo sofrimento.

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Uma palavra que se repetiu várias vezes no testemunho e que tocou o coração do Papa foi “perdão”. Francisco explicou que não é tão difícil perdoar um amigo com quem se teve uma briga ou então um irmão invejoso. “Mas perdoar aquele que te tortura, que te ameaça com uma arma para te matar isso é difícil e eles [os três religiosos] o fizeram, e pregam terem feito isso”.

Quem não conseguiu entrar na catedral, pôde acompanhar as palavras do Papa pelo telão / Foto: Reprodução CTV

Mas o espírito do mundo, muitas vezes, faz com que o sofrimento dos antepassados seja esquecido, observou o Papa. Ele citou a situação de tantas pessoas que viveram por tanto tempo sujas, sem comida, sem água, passando calor e frio e hoje, se vê pessoas reclamando de uma dor de dente ou então da falta de TV no quarto, por comodidade, ou ainda fazendo fofocas com a superior da ordem religiosa quando a comida servida não é boa.

“Não esqueçam, por favor, dos testemunhos dos vossos antepassados (…) Pensem em quanto eles sofreram e levem uma vida digna da Cruz de Jesus Cristo. Irmãs, sacerdotes, bispos, seminaristas mundanos são uma caricatura, não servem, não têm a memória dos mártires, perderam a memória de Jesus Cristo crucificado”.

Francisco definiu tais histórias como uma crueldade e pediu que os religiosos respondam sempre de forma contrária a essa crueldade que se vê ainda hoje. “Tenham atitudes de ternura, de fraternidade, de perdão e levem a cruz de Jesus Cristo. A Igreja, a Santa Mãe Igreja vos quer assim. O Senhor vos abençoe e, por favor, rezem por mim”.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

"Papa Francisco lamenta explosão na capital de Gana"

Explosão na capital Acra deixou mortos e feridos; Papa enviou telegrama de pesar para o presidente da conferência episcopal de Gana 

Da Redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco enviou um telegrama de pesar ao presidente da Conferência Episcopal de Gana, Dom Joseph Osi-Bonsu, ao saber da explosão em um posto de gasolina em Acra, capital do país africano. O acidente causou mortes e deixou várias pessoas gravemente feridas.

A mensagem é assinada pelo secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin. Francisco expressa sua dor e proximidade aos familiares dos falecidos e feridos, bem como às autoridades e a toda a nação da África Ocidental. Francisco reza pelas almas de todos os falecidos e invoca o consolo e a força divinos para todos os que foram atingidos, direta ou indiretamente, pela tragédia.

O incêndio aconteceu em virtude de uma explosão no posto de gasolina na quinta-feira, 4. Um último balanço aponta a morte de 200 pessoas, que procuravam se refugiar das chuvas torrenciais que alagavam as ruas da capital ganense

"Papa: atividade missionária é o maior desafio para a Igreja"

Em audiência no Vaticano, Papa enfatizou o valor da missão evangelizadora que ainda hoje é um grande desafio para a Igreja

Da Redação, com Boletim da Santa Sé

Papa reunido com os participantes da assembleia das POM / Foto: L’Osservatore Romano

O Papa Francisco encontrou-se nesta sexta-feira, 5, com os participantes da Assembleia Geral das Pontifícias Obras Missionárias (POM). Ele destacou a importância da missão, que ainda hoje constitui o maior desafio para a Igreja.

O Santo Padre lembrou que o anúncio do Evangelho é a primeira e constante preocupação da Igreja, a fonte de sua renovação. Por isso mesmo a Congregação para a Evangelização dos Povos e os diretores nacionais das Pontifícias Obras Missionárias têm uma tarefa desafiadora e privilegiada.

“O olhar e o interesse de vocês se alargam aos horizontes amplos e universais da humanidade, às suas fronteiras geográficas e, sobretudo, humanas. Com estima e afeto vocês acompanham a vida das Igrejas jovens espalhadas no mundo, e animam o Povo de Deus para que viva plenamente a missão universal”.

Ambos os órgãos figuram, então, disse o Papa, como protagonistas de uma renovada evangelização dirigida a todos, em particular aos pobres, aos últimos, aos marginalizados. Mas diante de uma tarefa tão árdua, o Papa renovou o alerta, que é de certa forma um apelo, que já fez diversas vezes em seu pontificado:

“Por favor, estejam atentos para não caírem na tentação de se tornar uma ONG, um escritório de distribuição de subsídios ordinários e extraordinários. O dinheiro ajuda – nós sabemos – mas pode se tornar também a ruína da missão”.

Segundo Francisco, quando o funcionalismo se coloca no centro da missão ou então ocupa um espaço grande, leva à ruína, por isso ele pediu que os planos e programas não excluam Jesus Cristo da obra missionária. “Uma Igreja que se reduz à eficiência dos aparatos de partido já morreu, mesmo que as estruturas e os programas em favor dos clérigos e dos leigos ‘auto-ocupados’ durem ainda por séculos”.

As Pontifícias Obras Missionárias estão a serviço da Igreja católica. A missão do órgão é evangelizar até os confins da terra.