sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Igreja nos EUA promove catequeses à espera da chegada do Papa

Francisco visita os Estados Unidos no próximo mês de setembro; fiéis participam de catequeses como forma de se prepararem para receber o Papa

Da Redação, com Rádio Vaticano

Com a proximidade da viagem do Papa Francisco aos Estados Unidos no próximo mês de setembro, a Igreja local promove um ciclo de catequeses em preparação para essa visita. Os encontros são realizados pela arquidiocese de Washington em colaboração com o Secretariado de Evangelização e Catequese da Conferência Episcopal dos Bispos Católicos dos Estados Unidos (USCCB).

No site do episcopado, foi colocada à disposição uma série de informações sobre o papado e a visita de Francisco, que servirão de apoio para o trabalho de professores, catequistas e jovens ministros.

“Exortamos os mestres, catequistas e ministros a utilizarem estes recursos para criar planos de ensinamento projetados para atender as necessidades de aprendizagem de cada classe ou grupos particulares, levando em consideração a idade, habilidade, cultura, atual currículo de religião e o conhecimento prévio sobre o papado”, afirma o episcopado estadunidense no seu site.

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Entre os recursos, estão disponíveis textos em inglês e em espanhol sobre o Papa Francisco para crianças e adultos, onde se descreve sua biografia, o brasão e lema de seu pontificado, assim como suas mensagens mais importantes. Além disso, há ainda várias atividades para as crianças e a oração pela vista papal.

“Como membros da Igreja, damos às boas-vindas ao Papa entre nós. Celebramos a oportunidade de saber que ele estará entre nós durante um breve momento. No entanto, rezamos para que, como líder da Igreja, desperte em nossas mentes e corações, por um longo tempo, a importância de nossa Fé na sociedade atual”, lê-se no início da oração pela visita do Papa Francisco.

Entre os subsídios, alguns materiais são destinados às pessoas que participarão do Encontro Mundial das Famílias, realizados pelo Secretariado dos Leigos, Matrimônio, Família, Vida e Juventude da USCCB. Um exemplo são os textos sobre o frade franciscano Junípero Sierra, conhecido como o “evangelizador da Califórnia”, que será canonizado pelo Papa Francisco em Washington.

Programação do Papa

De acordo com o programa oficial, o Santo Padre chegará a Washington, Estados Unidos, procedente de Cuba, no próximo dia 22 de setembro. A cerimônia de boas vindas ocorrerá às 9h15 (hora local) na Casa Branca com a visita de cortesia ao Presidente estadunidense.

Em seguida, às 11h30, Francisco se encontrará na Catedral de São Mateus de Washington com os Bispos do país; e às 16h30 presidirá a Santa Missa e cerimônia de canonização do Beato Junípero Sierra, evento que se realizará no Santuário Nacional da Imaculada Conceição de Washington.

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Para o dia 24, está previsto sua viagem à Nova Iorque, onde às 18h45, na Catedral de São Patrício, recitará as Vésperas com o clero, religiosos e religiosas. Na manhã do dia seguinte, 25, o Papa visitará a Sede da Organização das Nações Unidas e à tarde presidirá a Santa Missa no Madison Square Garden.

A participação do Papa Francisco no Encontro Mundial das Famílias, na cidade de Filadélfia, será entre os dias 26 e 27 de setembro.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Igreja cubana quer contribuir no diálogo entre Cuba e EUA

A Igreja de Cuba quer colaborar para que povos estadunidenses e cubanos possam se relacionar da maneira mais plena possível

Da redação, com Rádio Vaticano

Com a aproximação dos Estados Unidos a Cuba, a Igreja cubana sente-se feliz e quer colaborar para que ambos os povos possam se relacionar da maneira mais plena possível. Foi o que declarou em entrevista o Bispo Auxiliar de Havana, Juan de Dios Hernández, membro da comissão que prepara a visita do Pontífice à ilha em Setembro.

“A Igreja se sente realmente muito contente sempre que acontece uma realidade assim, sempre que dois povos divididos se unem”, afirmou o prelado.

Para ele, “sempre que houver pontes e não muros, sempre que houver a possibilidade para sentarmos e conversar, a Igreja cresce”, sublinhou, recordando que a missão da Igreja consiste, entre outras coisas, em assegurar que “cada povo alcance a maior unidade possível com o resto das nações”.

Aproximação Cuba-EUA

A viagem do Papa Francisco à ilha se realizará em um momento histórico, em pleno processo de restabelecimento das relações com os Estados Unidos, depois de mais de 50 anos de inimizade, uma reviravolta diplomática que contou com o apoio e a mediação do Vaticano e do Pontífice.

“Não é estranho para nós de que o Papa tenha interferido, como realmente o fez, para que estes dois povos tão próximos se unissem novamente e acredito que continuará fazendo isto”, avaliou.

Missão da Igreja

Nesse sentido, Dom Hernández reconhece que nesta visita pastoral do Papa, que depois de Cuba irá para os EUA, é indiscutível que entra a missão da Igreja, chamada a “agir nas diferenças, a tentar lançar pontes entre as realidades que tenham sido divididas e apostar no diálogo”.

“Acredito que é algo intrínseco à missão da Igreja colaborar para que a proximidade entre os povos seja cada vez maior”, completou.

Dom Hernandez acredita que a aproximação entre Washington e Havana também terá reflexos na vida da Igreja, na medida em que os dois povos terão maiores possibilidades de intercâmbio, “de que nossas famílias avancem mais nisto que tanto dói a todos, na nossa própria pele, que é a divisão, e o fato mesmo de que deixemos de nos insultar e possamos conversar”.

Concluindo, ele considera que se o povo se beneficia desta nova etapa das relações, também a Igreja se beneficiará.

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O prelado observa que a visita do Papa Francisco ao país se realiza em um momento em que cada vez mais o governo cubano entende o papel da Igreja e o diálogo entre os dois são construtivos.

Para ilustrar esses avanços ocorridos, menciona o fato de que o governo cubano permitiu a construção de novas igrejas e vem devolvendo à Igreja Católica, de forma “gradual”, alguns templos e imóveis que foram desapropriados nos primeiros anos após a revolução de 1959.

Outro fato destacado pelo prelado é a autorização para que religiosas prestem assistência aos enfermos nos hospitais e que a Igreja possa abrir espaços para atender pessoas da terceira idade, visto o progressivo envelhecimento da população.

Não obstante os avanços ocorridos, Dom Fernández considera que esta relação pode avançar ainda mais. Como exemplo, fala das restrições ainda existentes para a atuação da Igreja na área da educação e dos meios de comunicação.

Saiba como o Brasil contribuirá com o Sínodo sobre a Família

Entenda como o Brasil, por meio de seus bispos representantes, contribuirá com as discussões no Sínodo sobre as famílias, em outubro

André Cunha
Da Redação

A Igreja no Brasil também se prepara para participar do Sínodo sobre a família, que terá sua segunda etapa de 4 a 25 de outubro próximo no Vaticano.

Cinco bispos irão representar o episcopado brasileiro durante o evento: Dom Sérgio da Rocha, Arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB; Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo (SP), Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA), Dom Geraldo Lírio Rocha, Arcebispo de Mariana (MG) e o Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Arcebispo de Aparecida (SP).

O Sínodo é um encontro de bispos de diversas partes do mundo que buscam auxiliar o Papa nas reflexões de assuntos importantes como, por exemplo, a família. O evento tem como tema principal “A vocação e missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”.

Dom Geraldo Lyrio / Foto: Arquivo

De acordo com o arcebispo de Mariana, Dom Geraldo Lírio Rocha, as contribuições do Brasil junto ao Sínodo se darão em torno de sua riqueza cultural, do sentido de família presente no povo brasileiro, do apreço à família, bem como das iniciativas da Igreja brasileira com relação ao tema.

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“Nós levamos para o Sínodo uma reflexão muito ampla e não só, mas uma prática de ação pastoral em defesa da vida e em favor da família que se consolidou no Brasil em todas as regiões”.

Além destes aspectos positivos, as dificuldades do povo brasileiro, sobretudo dos indígenas e afrodescendentes, dos que vivem nas metrópoles e no interior, também serão pauta na reunião de bispos.

Dentre estas dificuldades, o bispo destaca o relativismo, a descrença, a perda dos valores morais, a situação das famílias em dificuldades de toda ordem, bem como as questões ligadas ao divórcio e às relações homoafetivas. Estes problemas foram diagnosticados a partir de um levantamento feito no Brasil – da mesma forma que em outros países – a pedido do Papa Francisco.

“Vamos refletir e aprofundar, a partir dos parâmetros que a Igreja obedece, porque ela tem sempre em mira a fidelidade à Palavra de Deus e àquilo que o Magistério tem dito desde a antiguidade até os nossos dias. Afinal, a Igreja não rompe com aquile que faz parte do que chamamos de “Depósito da Fé” e dos ensinamentos da Igreja no campo moral”, explicou Dom Geraldo.

Estratégia de trabalho

Por ser um evento mundial, o Sínodo tem suas estratégias para organizar as discussões, como por exemplo, as plenárias e os grupos de trabalho. As plenárias são os principais momentos de discussão, nas quais cada país fará suas colocações e apresentará suas respectivas realidades.

Já os grupos de trabalhos são a ocasião em que os bispos, separados por idiomas, vão elaborar as proposições que, ao final, do Sínodo serão apresentadas ao Papa Francisco. Os idiomas oficiais do Sínodo são: latim, inglês, italiano, francês, espanhol e o alemão.

Dom Geraldo destaca que o Sínodo não terá um documento final a ser apresentado a toda a Igreja, mas um documento que deverá ser entregue ao Santo Padre para que ele sim, em nome da Igreja, apresente uma exortação apostólica pós-sinodal.

“Como dizia São João XXIII: nós vamos rever as questões para mudar aquilo que pode ser mudado e manter o que deve ser mantido. O Sínodo vai procurar fazer esse grande discernimento: o que pode ser mudado? O que deve ser preservado? É na comunhão da fé e na unidade da Igreja, com a Graça de Deus e na luz do Espírito Santo, que vamos procurar trazer como contribuição para que o Papa apresente a resposta da Igreja para o mundo atual”, salientou.

Dom Geraldo esclarece ainda a originalidade do Sínodo. “Não é um parlamento, mas um encontro de bispos na qualidade de pastores da Igreja. Não é uma reunião de técnicos, de especialistas ou de peritos em determinada matéria, de alguma ciência. O Sínodo é um acontecimento eclesial, logo, ele se respalda na palavra de Deus e no Magistério da Igreja”.

Aos católicos brasileiros que, assim com o restante da Igreja, esperam algo novo após o Sínodo, Dom Geraldo convida para oração a fim de que o Espírito Santo faça a obra desejada.

“A grande mensagem que eu gostaria de comunicar é esta: entremos em clima de oração. O que nós devíamos discutir, já discutimos; questões que devíamos apresentar, já apresentamos; daqui pra frente temos que rezar para que o Espírito de Deus ilumine o Sínodo”.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Nobel da Paz: Papa concorre ao prêmio pela terceira vez

Desde que foi eleito Papa, Francisco é indicado ao Nobel da Paz; Papa concorre com mais 273 candidatos

Da Redação, com Rádio Vaticano

O prêmio Nobel da Paz 2015 pode ir para o Papa Francisco. Pela terceira vez, o Santo Padre concorre ao prêmio junto com mais 273 candidatos que foram indicados por organizações internacionais. O vencedor será anunciado no próximo dia 9 de outubro.

Francisco se tornou uma das figuras mais fortes por sua mediação e pacificação de conflitos. Um dos episódios recentes e marcantes foi seu diálogo com Estados Unidos e Cuba, levando ao restabelecimento de relações diplomáticas após mais de 50 anos de ruptura.

O comitê organizador do prêmio informou que recebeu 273 candidaturas ao Nobel deste ano, das quais 68 são organizações e 205 personalidades. Desde que foi eleito Bispo de Roma, Francisco foi indicado à premiação.

A entrega do prêmio está prevista para dois meses após o anúncio, em cerimônia realizada em Oslo. O prêmio é atribuído à pessoa que “mais ou melhor tenha trabalhado em favor da fraternidade entre as nações, a abolição ou redução dos exércitos existentes e a celebração e promoção dos processos de paz”. Desde que foi instituído por Alfred Nobel, em 1895, nenhum Papa recebeu a distinção.

Em 2014, os vencedores do Nobel da Paz foram o indiano Kailash Satyarthi, por sua luta contra a supressão das crianças e jovens, e a paquistanesa Malala Yousafzay, pela luta em prol do direito de todos à educação.

Papa: o trabalho é sagrado e traz dignidade à família

Após refletir sobre a dimensão da festa na família, Francisco fala sobre o trabalho, atividade sagrada que dignifica a família

Jéssica Marçal
Da Redação

Francisco fala sobre como o trabalho é sagrado e dignifica a vida familiar / Foto: Reprodução CTV

Na catequese desta quarta-feira, 19, o Papa Francisco dedicou-se à relação da família com o trabalho. Sendo uma atividade que traz dignidade ao homem, também o trabalho, assim como a festa (que foi tema da catequese da semana passada), é sagrado, faz parte do projeto criador de Deus e não deve faltar a família alguma, ponderou o Papa.

Francisco lembrou que o trabalho é necessário para manter a família e garantir a seus membros uma vida digna. E esse estilo de vida trabalhador é algo que se aprende, antes de tudo, na família. “A família educa ao trabalho com o exemplo dos pais: o pai e a mãe que trabalham pelo bem da família e da sociedade”.

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O Papa citou ainda a harmonia que deve existir entre trabalho e oração. A falta de trabalho é ruim para o espírito, assim como a falta de oração prejudica também a atividade prática. O trabalho é sagrado, destacou Francisco, e por isso sua gestão é uma grande responsabilidade humana e social que não pode ser deixada nas mãos de poucos.

“Causar uma perda de postos de trabalho significa causar um grande dano social. Eu me entristeço quando vejo que há gente sem trabalho, que não encontra trabalho e não tem a dignidade de levar o pão para casa”.

O Santo Padre explicou que também o trabalho faz parte do projeto criador de Deus, mas quando se separa dessa aliança, tornando-se refém da lógica do lucro; e desprezando os afetos da vida, a degradação da alma contamina tudo.

“A vida civil se corrompe e o habitat se arruína. As consequências atingem, sobretudo, os mais pobres, as famílias mais pobres. A organização moderna do trabalho mostra, às vezes, uma perigosa tendência a considerar a família como um obstáculo, um peso, uma passividade para a produtividade do trabalho. Contudo, perguntemo-nos: qual produtividade? E para quem?”, questionou.

Diante desse cenário, Francisco disse que as famílias cristãs têm um grande desafio e uma grande missão: carregar os fundamentos da criação de Deus. A tarefa não é fácil, admitiu, requer fé e perspicácia.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

China acolhe com emoção apelo do Papa por vítimas de explosão

Missionário em Hong Kong, padre comenta como a China recebeu as palavras do Santo Padre; número de vítimas da explosão já subiu para 114

Da Redação, com Rádio Vaticano

Subiu para 114 o número de vítimas da explosão que, na semana passada, atingiu a zona industrial da cidade de Tianjin, na China. O apelo do Papa Francisco no sábado, 15, no Angelus da Solenidade da Assunção da Virgem Maria, para com as populações que sofreram com o acidente gerou emoção na China.

“O meu pensamento vai, neste momento, para a população da cidade de Tianjin, na China setentrional, onde algumas explosões na área industrial causaram numerosos mortos e feridos e grandes danos. Asseguro a minha oração por aqueles que perderam a vida e por todas as pessoas provadas por este desastre; que o Senhor lhes dê conforto e o apoio a quantos estão empenhados em aliviar os seus sofrimentos”, disse Francisco.

A televisão chinesa deu ampla cobertura às palavras do Santo Padre, como relata, de Hong Kong, o missionário do Instituto Pontifício de Missões no Exterior (PIME), padre Sérgio Ticozzi. Ele explica que esta transmissão televisiva das palavras do Papa aconteceu porque a China está interessada na relação com o Vaticano.

“Certamente é uma coisa positiva, é um passo em frente. Até agora, tudo aquilo que dizia respeito ao Vaticano e ao Papa não era apresentado na televisão chinesa. Se houve esta apresentação, é sinal que a China está interessada na relação com o Vaticano, está interessada em apresentar o Papa Francisco, sobretudo na sua atitude de compaixão, de misericórdia para com pessoas que estão a sofrer. Isto é verdadeiramente positivo.”

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O padre Ticozzi comentou, em síntese, a situação que se vive em Tianjin. “Há mais de 100 mortos e além do mais há a poluição atmosférica que tentam não sublinhar demasiado. Mas de fato há na atmosfera substâncias químicas que prejudicam a saúde humana: há este perigo”.

“Tentam fazer calar todas as informações sobre o fato concreto. Dizem as coisas genericamente mas não todas as consequências que possam provocar e que preocupam as pessoas. Portanto, tentam fazer passar as notícias não demasiado negativas. Isto é um fato. Mas agora, com as comunicações via internet, email e telemóveis as pessoas ficam sabendo de tudo.”

A grande preocupação com este acidente na China é a presença, nos depósitos que explodiram, de centenas de toneladas de cianeto de sódio, substância que foi localizada em pelo menos dois pontos da área da zona acidentada. Temem-se contaminações e as autoridades chinesas ordenaram a imediata evacuação das zonas residenciais num raio de 3 quilômetros da explosão.

O cianeto de sódio é um produto químico altamente tóxico que pode formar um gás inflamável em contato com a água. Segundo informações da comunicação social chinesa, o armazém tinha em estoque 700 toneladas desta substância.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Comissão da CNBB saúda consagrados da Igreja no Brasil

Por ocasião do Dia da Vida Consagrada, a Comissão da CNBB emitiu mensagem de agradecimento ao empenho e dedicação das pessoas que se doam pela evangelização

CNBB

“A Vida Consagrada tem como vocação, missão e profissão dos votos religiosos, condição de destaque dentro do Corpo Místico de Cristo”, disse o arcebispo de Porto Alegre (RS) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Jaime Spengler. A mensagem foi divulgada nesta segunda-feira, 17, pela CNBB. (Assista ao fim da matéria: Papa responde a perguntas sobre Vida Consagrada).

Por ocasião do Dia da Vida Consagrada, celebrado neste domingo, 16, a Comissão emitiu mensagem de agradecimento ao empenho e dedicação de homens e mulheres que se doam pela evangelização. “A Igreja no Brasil também reza para que o Senhor continue despertando vocações para as diversas expressões de Vida Consagrada”.

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Ainda no texto, dom Jaime recorda as palavras do Papa Francisco que exorta aos consagrados a serem “presenças alegres, pessoas capazes de despertar o mundo, homens e mulheres peritos em comunhão, dispostos, bem-dispostos, para irmos às periferias existenciais, inquietos sobre o que pedem Deus e a humanidade de hoje”.

Confira a íntegra da mensagem

Caros irmãos e irmãs,

Ano da Vida Consagrada e, neste terceiro domingo do mês de agosto, estamos celebrando, em nossas Igrejas Particulares, o dia dos Consagrados e Consagradas.

Louvamos a Deus por todo bem realizado por uma miríade de homens e mulheres que fizeram e fazem da consagração resposta de amor “ao chamamento do Pai e à moção do Espírito”, e por isso “escolheram este caminho de especial seguimento de Cristo, para se dedicarem a Ele de coração indiviso” (VC 1).

Sabemos que “a Igreja não cresce por proselitismo, mas por atração” (Bento XVI). Somos, assim, mais uma vez recordados de que a “vida consagrada não cresce, se organizarmos belas campanhas vocacionais, mas se as jovens e os jovens que nos encontram se sentirem atraídos por nós, se nos virem como homens e mulheres felizes. De igual forma, a eficácia apostólica da vida consagrada não depende da eficiência e da força dos seus meios. É a vossa vida que deve falar, uma vida na qual transparece a alegria e a beleza de viver o Evangelho e seguir a Cristo” (Papa Francisco).

Caro irmão e cara irmã, em celebrando esse dia somos recordados de que a Vida Consagrada tem como vocação, missão e profissão dos votos religiosos, condição de destaque dentro do Corpo Místico de Cristo. Trata-se de uma realidade que pressupõe longo tempo de preparação para assumir publicamente, sob juramento, essa profissão. É um projeto de vida marcado pelo dom da vocação, e que requer incumbência, disposição para realizar uma tarefa característica, além de determinação para assumir compromisso público.

O caminho assumido tem a característica de tarefa. Tarefa de nos empenharmos sempre de novo, continuadamente em despertar, conservar e fomentar o elã e a necessidade de querer e aprender a ser cada vez mais discípulo de Jesus Cristo; de querer estar em forma na aprendizagem dessa nobre e sublime arte de ser uma pessoa consagrada. Quem assim abraça a Vida Consagrada não envelhece; conserva por toda a vida a limpidez, a jovialidade, a alegria que o encontro com o Senhor proporcionou e continua proporcionando para sustentar o compromisso assumido, o caminho iniciado.

O Papa Francisco nos exorta a sermos presenças alegres, pessoas capazes de despertar o mundo, homens e mulheres peritos em comunhão, dispostos, bem-dispostos para irmos às periferias existenciais, inquietos sobre o que pedem Deus e a humanidade de hoje.

A Consagração da vida é um sinal importante para o mundo. “Sem este sinal concreto, a caridade que anima a Igreja inteira correria o risco de se resfriar, o paradoxo salvífico do Evangelho, de se atenuar, o ‘sal’ da fé, de se diluir num mundo em fase de secularização” (Paulo VI).

Caro irmão e cara irmã, possa a celebração do Dia da Vida Consagrada despertar em todos nós o desejo de poder continuar, ainda com maior vigor e entusiasmo; de levar adiante nossa disposição de servir ao Senhor em justiça e santidade todos os dias de nossa vida.

Deus seja louvado pelo dom da Vida Consagrada! A Igreja do Brasil reconhece e agradece o empenho, a dedicação destas mulheres e homens que com intrepidez promovem a obra da Evangelização no imenso território destas Terras de Santa Cruz! A Igreja no Brasil também reza para que o Senhor continue despertando vocações para as diversas expressões de Vida Consagrada.

“A vida consagrada é dom feito à Igreja: nasce na Igreja, cresce na Igreja, está totalmente orientada para a Igreja” (Cardeal Bergóglio).

Em Cristo,

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre
Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

Papa responde a perguntas sobre Vida Consagrada, assista: