segunda-feira, 5 de outubro de 2015

"Satanás procura seduzir o homem", afirma Papa Francisco

O Papa Francisco presidiu na Capela do Governatorato, no Vaticano, uma Missa para o corpo de soldados que zelam pela segurança e ordem pública vaticana

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco iniciou suas atividades deste sábado, 3, presidindo na Capela do Governatorato, no Vaticano, a uma Santa Missa para a Gendarmaria, corpo de soldados que zelam pela segurança e ordem pública vaticana.

Em sua homilia, o Santo Padre partiu da liturgia do dia, citando a passagem do Apocalipse: “Eclodiu uma guerra no Céu”. Trata-se de uma guerra entre os anjos de Deus, comandados por São Miguel, contra Satanás. Esta foi a última guerra. Permaneceu somente a paz do Senhor com todos os seus filhos, que lhe foram fiéis.

“Durante a história da humanidade, esta guerra continuou, todos os dias, no coração dos homens e das mulheres, dos cristãos e não-cristãos. É a guerra do bem e do mal”, afirmou o Papa.

O método do diabo são as ciladas que prepara para o homem. Satanás procura seduzir o homem. Os três degraus do método do diabo são: ter coisas, vaidade e poder, acompanhado do orgulho e da soberba. “Estes três degraus podem ser subidos também por nós, em nossos dias”, diz o Pontífice.

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O Santo Padre adverte que, nesta celebração, todos deveriam pedir a intercessão do Arcanjo São Miguel, para que os livre das insídias do demônio.

“Vocês, que trabalham, que prestam um serviço um pouco difícil, onde sempre existem contraste, devem colocar as coisas em seus devidos lugares e evitar, tantas vezes, delitos e crimes. Peçam ao Senhor a intercessão de São Miguel Arcanjo, para que os defenda de toda tentação de corrupção por dinheiro, riquezas, vaidades e soberba. Quanto mais humilde for o seu serviço, mais fecundo e útil será para todos nós”.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A luta de satanás contra o sacerdócio

O diabo sabe que a melhor maneira de destruir a religião é atacando o sacerdócio

“Para fazer reinar Jesus Cristo no mundo, nada é mais necessário do que um clero santo, que seja, com o exemplo, com a palavra e com a ciência, guia dos fiéis" [1]. Estas são palavras que os Santos Padres não se cansam de repetir ao orbe católico, desde que foram pronunciadas, pela primeira vez, pelo papa São Pio X. De fato, o testemunho de um bom sacerdote é capaz de arrastar centenas de fiéis à Igreja de Cristo, quer por meio da pregação, quer por meio da administração dos sacramentos, quer por meio da obediência às normas eclesiais, como o celibato.

A missão do sacerdote resume-se àquela regra máxima da Igreja, de que falam os santos: Salus animarum suprema Lex – a lei suprema é a salvação das almas. Por isso o Papa Bento XVI, na proclamação do Ano Sacerdotal, em 2009, exortou o clero católico a redescobrir a dimensão eclesial de seu ministério. Somente na comunhão com a Igreja o sacerdote pode atingir aquela santidade necessária “para fazer reinar Jesus Cristo no mundo". Explica-nos o Papa Emérito: “a missão é eclesial, porque ninguém se anuncia nem se leva a si mesmo, mas, dentro e através da própria humanidade, cada sacerdote deve estar bem consciente de levar Outro, o próprio Deus, ao mundo" [2].

Essa realidade não é desconhecida pelo diabo, tampouco por aqueles que fazem as suas vezes na terra, disseminando o joio no meio do trigo. Não é para admirar, por conseguinte, que, no combate à Igreja, o primeiro alvo seja o sacerdócio. “Quando se quer destruir a religião" – observava o santo Cura d'Ars –, “começa-se por atacar o padre" [3]. Com efeito, a primeira tentação demoníaca contra os sacerdotes é a de afastá-los da comunhão eclesial, incentivando-os à dissidência, aplaudindo hereges e ridicularizando aqueles que se submetem de bom grado à autoridade do Santo Padre. Trata-se do primeiro non serviam demoníaco: o não à Igreja.

Os argumentos – ou, no caso, as mentiras – são os mesmos de sempre: o celibato é transformado em símbolo de castração, que fere o direito à sexualidade e leva à pedofilia; o hábito eclesiástico é tachado de indumentária antiquada, que afasta o clero do povo; o padre passa a ser somente o “presidente" da celebração; a obediência a Roma é considerada clericalismo; as normas litúrgicas são suprimidas em nome de uma falsa criatividade; o padre, é dito, não pode ficar preso a “regras de orações medievais"; isto, outros reclamam, não está de acordo com o Concílio Vaticano II; o padre não é sacerdote, mas presbítero; ele tem uma mentalidade pré-conciliar etc. Repetidas ad nauseam pela mídia – e por uma porção de maus teólogos que agem em conluio com ela –, essas ideias perniciosas vão aos poucos minando a identidade do sacerdote, até ao ponto de levá-lo a proclamar o segundo non serviam do diabo: o não a Cristo.

Não é preciso gastar muita tinta, porém, para explicar os erros contidos nestes sofismas. Muito mais sabiamente responderam os santos padres – vivendo a sua vocação de maneira exemplar –, como também o Magistério da Igreja – seja nas encíclicas papais, sejo nos outros inúmeros documentos já publicados a esse respeito. O que é preciso ter em conta é que a luta que se trava contra o sacerdócio é, na verdade, uma luta contra a Pessoa de Jesus Cristo. O padre, não nos esqueçamos, é um Alter Christus (Outro Cristo), dado o caráter impresso em sua alma pelo sacramento da ordem. Por isso, é compreensível a raiva do diabo pela castidade dos sacerdotes – “o mais belo ornamento de nossa ordem", como elogiava São Pio X –, pois ela remete à virgindade de Cristo, que também foi guardada até a morte na cruz [4]. É compreensível o ódio do diabo à batina negra – a “heroica e santa companheira" de Dom Aquino Correa –, porque o luto recorda o sacrifício redentor da cruz, pelo qual a morte foi vencida [5].

O remédio às insinuações diabólicas, por conseguinte, não pode ser outro senão aquele prescrito por Bento XVI, durante o Ano Sacerdotal [6]:

É importante favorecer nos sacerdotes, sobretudo nas jovens gerações, uma correta recepção dos textos do Concílio Ecuménico Vaticano II, interpretados à luz de toda a bagagem doutrinal da Igreja. Parece urgente também a recuperação desta consciência que impele os sacerdotes a estar presentes e ser identificáveis e reconhecíveis quer pelo juízo de fé, quer pelas virtudes pessoais, quer também pelo hábito, nos âmbitos da cultura e da caridade, desde sempre no coração da missão da Igreja.

Enfim, não se há de esquecer a mediação de Nossa Senhora, mãe solícita dos sacerdotes e a inimiga de todas as heresias. Na sua viagem a Fátima, em 2010, o Santo Padre não perdeu a oportunidade de confiar à Virgem, “os filhos no Filho e seus sacerdotes", consagrando-os ao seu Coração Materno, para que cumprissem fielmente a Vontade do Pai [7]. Neste ato, o Papa Bento XVI ensinava ao clero do mundo inteiro que o melhor caminho de santidade e escudo contra o demônio é a intercessão de Nossa Senhora. É também o ensinamento dum outro padre que, não por acaso, muito se assemelha às palavras de São Pio X, ao início deste texto: “foi pela Santíssima Virgem Maria que Jesus Cristo veio ao mundo, e é também por Ela que deve reinar no mundo" [8].

Por Christo Nihil Praeponere

Vigília em preparação para o Sínodo terá presença do Papa

Papa Francisco estará presente na Vigília de oração em preparação para o Sínodo sobre a Família que acontece neste sábado, 03, na Praça de São Pedro

Da redação, com Rádio Vaticano

Vigília em preparação para o Sínodo acontece neste sábado, 03/ Foto: Arquivo L’Osservatore Romano

“’O amor é a nossa missão’: do envio dos históricos dias do Encontro mundial das famílias na Filadélfia ao próximo Sínodo, continua forte a consciência de que a família encontra-se no coração das atenções do Papa Francisco e de toda a Igreja. Isto requer do povo, das famílias do mundo todo, um suplemento de orações e de proximidade aos padres sinodais. Por isso o convite do Papa Francisco às famílias para se encontrarem, às vésperas do Sínodo, em oração, na Praça São Pedro, neste sábado, 3 de outubro”.

É o que se lê em uma nota do Fórum das Associações Familiares italianas. “Profundamente questionados por este convite – continua o comunicado -, estamos mobilizados para ‘estarmos presentes’ e para tornar visível esta presença, porque, como recentemente lembrou o Secretário da Conferência episcopal italiana, Dom Nunzio Gallantino, ‘existe a necessidade de fazer ver a beleza da família. A nossa verdadeira força é permanecer fincados na realidade com a consciência que a realidade é superior à ideia: e a realidade é a família’”.

Por isso, as 50 associações italianas que compõem o Fórum, os 20 Fóruns regionais e os 100 Fóruns locais, chegarão de toda a Itália: “Estarão no Vaticano com a humildade dos fiéis, mas também com a consciência da responsabilidade de representar todas as famílias, pedra angular da convivência social”.

A Vigília de Oração acontecerá neste sábado, 03, a partir das 17h30 (hora local, 12h30 em Brasília).

Anjo da Guarda é um embaixador de Deus, diz Papa

Papa Francisco celebrou, na manhã de hoje, festa dos Santos Anjos da Guarda

Da redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco na Missa de hoje, Festa dos Santos Anjos da Guarda./ Foto: L’Osservatore Romano.

O Papa Francisco celebrou a Santa Missa da festa dos Santos Anjos da Guarda, na manhã desta sexta-feira, 2, na Capela da Casa Santa Marta, no Vaticano.

Em sua homilia, o Santo Padre afirmou que “Deus deu a cada pessoa um Anjo da Guarda, para acompanhá-la, aconselhá-la e protegê-la. Trata-se de um dom da paternidade divina, que tudo ama e tudo acompanha”.

Tomando a liturgia do dia, o Pontífice citou orações e salmos que recordam a figura do Anjo da Guarda, que sempre está presente em todas as vicissitudes do homem, ele ainda reafirmou que cada um de nós tem um Anjo: “Ele está sempre conosco! Essa é uma realidade. Ele é como um embaixador de Deus em meio a nós. Por isso, o Senhor nos aconselha a respeitarmos a presença do anjo, a ouvirmos sua voz e seus conselhos e a jamais nos rebelarmos contra ele”.

O Santo Padre lembrou que o Anjo da Guarda nos defende sempre, sobretudo do mal. Às vezes, pensamos que podemos esconder-lhe tantas coisas feias, mas, no final, elas virão à luz. O Anjo está sempre ao nosso lado como um amigo que não vemos, mas sentimos; um amigo que, um dia, estará conosco no Céu, na alegria eterna: “Esse respeito e escuta ao nosso companheiro de viagem se chama docilidade! Deus nos pede apenas para ouvi-lo e respeitá-lo. Só isso: escuta e respeito! O cristão deve ser dócil ao Espírito Santo. A docilidade ao Espírito Santo começa com a docilidade ao nosso companheiro”.

O Pontífice recordou que, no entanto, para sermos dóceis ao Espírito devemos ser pequenos, como as crianças, aquelas que Jesus diz ser “as maiores” no Reino do seu Pai. O Anjo da Guarda é esse companheiro de viagem que nos ensina a humildade. E concluiu: “Peçamos hoje ao Senhor a graça dessa docilidade de dar ouvidos a esse nosso companheiro de viagem, esse embaixador divino, que está ao nosso lado, em seu nome, que nos apoia e ajuda”. O Papa finalizou a Santa Missa lembrando o quanto Deus é bom, justo e nunca nos deixa sozinhos.

Igreja terá cinco beatos mártires da guerra civil espanhola

Trata-se de um sacerdote e quatro companheiros, mártires durante a guerra civil espanhola

Da redação, com Rádio Vaticano

A Igreja Católica terá cinco novos beatos: trata-se de um sacerdote e quatro companheiros, mártires durante a guerra civil espanhola. Foram também reconhecidas as virtudes heroicas de sete Servos de Deus.

O Papa Francisco recebeu em audiência privada nesta quinta-feira, 1, no Vaticano, o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato. Durante a audiência, o Pontífice autorizou a Congregação a promulgar os decretos concernentes.

Ao martírio dos Servos de Deus, Valentino Palencia Marquina, sacerdote diocesano, e quatro companheiros, assassinado por ódio à Fé em 15 de janeiro de 1937, nas proximidades de Suances (Espanha);

Às virtudes heroicas do Servo de Deus, Giovanni Folci, sacerdote diocesano e Fundador da Obra do Divino Prisioneiro; nascido em 24 de fevereiro de 1890 em Cagno (Itália) e morto em Valle Colorina (Itália) em 31 de março de 1963;

Às virtudes heroicas do Servo de Deus, Francisco Blachnicki, sacerdote diocesano; nascido em Rybnik (Polônia) em 24 de março de 1921 e morto em Carlsberg (Alemanha) em 27 de fevereiro de 1987;

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Às virtudes heroicas do Servo de Deus, José Rivera Ramírez, sacerdote diocesano; nascido em Toledo (Espanha) em 17 de dezembro de 1925 e morto em 25 de março de 1991;

Às virtudes heroicas do Servo de Deus, Juan Emanuel Martín del Campo, sacerdote diocesano; nascido em Lagos de Moreno (México) em 14 de dezembro de 1917 e morto em Jalapa (México) em 13 de agosto de 1996;

Às virtudes heroicas do Servo de Deus, Antonio Filomeno Maria Losito, sacerdote professo da Congregação do Santíssimo Redentor (Redentorista); nascido em Canosa di Puglia (Itália) em 16 de dezembro de 1838 e morto em Pagani (Itália) em 18 de julho de 1917;

Às virtudes heroicas da Serva de Deus, Maria Benedetta Giuseppa Frey, monja professa da Ordem Cisterciense; nascida em Roma em 6 de março de 1836 e morta em Viterbo (Itália) em 10 de maio de 1913;

Às virtudes heroicas da Serva de Deus, Anna Chrzanowska, leiga, Oblata das Ursulinas de São Bento; nascida em Varsóvia (Polônia) em 7 de outubro de 1902 e morta em Cracóvia em 29 de abril de 1973.

Papa Francisco escreve aos pequenos embaixadores da paz

O Papa Francisco respondeu a carta de Damião, que escreveu ao Pontífice convidando-o a ir ao Santuário de Lourdes, na França, para se tornar embaixador da paz

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco respondeu a carta do menino italiano de 8 anos, Damião, que escreveu ao Pontífice convidando-o a ir ao Santuário de Lourdes, na França, para se tornar com as crianças da União Italiana de Transporte de Enfermos a Lourdes e aos Santuários (Unitalsi), embaixador da paz.

“Querido Damião, queridas crianças em missão de paz em Lourdes. Soube que este ano vocês estão em missão de paz no Santuário de Lourdes, aos pés de Nossa Senhora, para pedir a sua proteção. Acompanho vocês na oração. Estou próximo espiritualmente a cada um de vocês sobretudo das crianças doentes”, escreve o Papa.

A carta do Santo Padre foi lida, nesta quarta-feira, 30, em Lourdes. Os pequenos missionários participam da 10ª Peregrinação de crianças em missão de paz no âmbito da peregrinação nacional da Unitalsi.

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“Que esta missão seja de oração e testemunho. Façam ver aos adultos que as crianças são capazes de rezar, de querer bem a Jesus, amigo que não trai, de se ajudar reciprocamente, de esperar num futuro melhor”, frisa Francisco.

Neste momento em que vemos muitas crianças enfrentando as viagens da esperança, o Papa pede aos pequenos embaixadores da paz para pedirem a Nossa Senhora de Lourdes a proteção para as crianças que sofrem.

Que a saudade de Deus nunca se apague em nós, diz Papa

Papa Francisco celebrou, na manhã desta quinta-feira, a festa de Santa Teresinha

Da redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco na missa celebrada nesta quinta-feira, 1º de outubro./ Foto: L’Osservatore Romano

A alegria do Senhor é a nossa força, n’Ele encontramos nossa identidade. Essa é uma das passagens da homilia do Papa Francisco, na missa celebrada na manhã desta quinta-feira, 1º, na Casa Santa Marta, na festa de Santa Teresa de Lisieux, particularmente cara a Jorge Mario Bergoglio.

O povo de Israel, após longos anos de deportação, retorna a Jerusalém. O Papa iniciou sua reflexão a partir da primeira leitura, tirada do Livro de Neemias, para falar sobre o que dá substância à identidade do cristão. O Pontífice recordou que, também nos anos na Babilônia, o povo sempre se recordava da própria pátria. Após tantos anos – observou – chega finalmente o dia do retorno, da reconstrução de Jerusalém e, como narra a primeira leitura, Neemias pede ao escriba Esdras para ler diante do povo o Livro da Lei. O povo “estava alegre, mas chorava, e ouvia a Palavra de Deus; tinha alegria, mas também o choro, tudo junto”.

Francisco explicou que o povo não somente havia encontrado sua cidade natal, mas, ao ouvir a Lei, havia encontrado algo muito mais importante, sua própria identidade, por isso estava alegre e chorava.

A alegria do Senhor é a nossa força

“Mas chorava de alegria, chorava, porque havia encontrado a sua identidade, havia reencontrado aquela identidade que com os anos de deportação havia se perdido um pouco.” O Papa ressaltou as palavras de Neemias: “Não vos entristeceis, porque a alegria do Senhor é a vossa força”. Francisco lembrou que, muitas vezes, nossa identidade se perde no caminho e precisamos reencontrá-la. “Perde-se em tantas deportações ou autodeportações nossas, quando fazemos um ninho aqui, um ninho lá… um ninho, não a casa do Senhor.”

Somente em Deus encontramos nossa verdadeira identidade

Francisco explica como pode acontecer esse reencontro: “Quando você perdeu o que era seu, a sua casa, veio essa saudade, e essa saudade levou você de volta para sua casa”. E acrescentou: “Esse povo, com esse desejo, sentiu que era feliz e chorava de felicidade por isso, porque a saudade da própria identidade o levou a encontrá-la. Uma graça de Deus”.

O Papa deu um exemplo: “Se nós estamos cheios de comida, não temos fome. Se estamos confortáveis, tranquilos onde estamos, nós não precisamos ir para outro lugar. E eu me pergunto, e seria bom que todos nós nos perguntássemos hoje: “Eu estou tranquilo, feliz, e não preciso de nada – espiritualmente falando – no meu coração? A minha saudade se apagou? Olhemos para esse povo feliz, que chorava e era feliz. Um coração que não tem saudade não conhece a alegria. E a alegria, precisamente, é a nossa força: a alegria de Deus. Um coração que não sabe o que é a saudade não pode fazer festa. E todo esse caminho que começou há anos termina em uma festa”.

O Papa lembrou que o povo regozijava-se com alegria, porque tinha “entendido as palavras que haviam sido proclamadas a ele. Havia encontrado aquilo que a saudade lhe fazia sentir e seguir em frente”. E concluiu: “Vamos nos perguntar como é a nossa saudade de Deus: estamos contentes, estamos felizes assim ou, todos os dias, temos esse desejo de seguir em frente? Que o Senhor nos conceda essa graça: que nunca, nunca, nunca se apague em nosso coração a saudade de Deus”.