quarta-feira, 7 de outubro de 2015

32. Memória de Nossa Senhora do Rosário


Papa vai ao México em 2016

O porta-voz do Vaticano disse que já há “passos concretos” para a viagem de Francisco ao México

Rádio Vaticano

O projeto de uma viagem do Papa ao México “começa a se concretizar”. A afirmação é do diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi.

“O Papa tem o desejo de ir ao México, como bem sabemos, porque ele mesmo declarou diversas vezes. Há um projeto para que essa viagem aconteça no ano que vem, e para isso começamos a dar passos concretos”, explicou Lombardi.

Durante a visita aos Estados Unidos, o Papa Francisco teve a oportunidade de encontrar diversos mexicanos e, para um grupo da Cidade do México que disse ao Papa que o povo mexicano o aguardava, Francisco respondeu: “Espero poder ir”.

Uma das primeiras atividades do Papa no México deverá ser a visita ao Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México. São João Paulo II visitou o México cinco vezes, e o Papa emérito Bento XVI uma vez, em 2012.

Papa defende injeção de espírito familiar na vida cotidiana

Na catequese de hoje, Santo Padre defendeu o espírito familiar, lembrando que a família é fundamental para o testemunho do amor de Deus

Jéssica Marçal
Da Redação

Francisco fala do espírito familiar na catequese de hoje / Foto: Reprodução CTV

O espírito familiar foi o tema da catequese do Papa Francisco nesta quarta-feira, 7. Enquanto os bispos estavam reunidos na assembleia sinodal que começou no último domingo, 4, Francisco falou aos fiéis reunidos na Praça São Pedro, destacando as contribuições que a família oferece para a humanidade.

“A família que caminha na via do Senhor é fundamental no testemunho do amor de Deus e merece, por isso, toda a dedicação de que a Igreja é capaz”, disse o Papa ao anunciar que, neste período de Sínodo, as catequeses serão inspiradas na relação entre a Igreja e a família.

O Santo Padre considerou que o estilo das relações de hoje – civis, econômicas, jurídicas, profissionais e cidadãs – parece muito racional e formal, tornando-se, às vezes, insuportável, o que mostra a necessidade de uma injeção de espírito familiar. Segundo o Papa, esse espírito familiar é uma carta constitucional para a Igreja.

Mesmo diante da contribuição que a família oferece para a formação humana, o Papa lembrou que não é dado a ela o devido peso, reconhecimento e apoio. Lembrando que Jesus transformou Pedro em “pescador de homens”, Francisco destacou que hoje a família é uma das redes mais importantes para a missão de Pedro e da Igreja. “Não é uma rede que faz prisioneiros, pelo contrário, liberta das águas más do abandono e da indiferença, que afogam muitos seres humanos no mar da solidão e da indiferença”.

E com base nisso, Francisco manifestou o desejo de que os padres sinodais – aqueles que estão reunidos no Sínodo – possam fomentar a dinâmica de uma Igreja que abandona as velhas redes e se coloca a pescar confiando na Palavra de Deus.

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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Papa: a misericórdia de Deus não chega ao coração endurecido

Na homilia de hoje, Papa falou sobre a misericórdia divina e enfatizou a necessidade de os fiéis abrirem o coração para recebê-la

Da Redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco durante Celebração Eucarística na Casa Santa Marta / Foto: L’Osservatore Romano

É preciso prestar atenção para que não se feche o coração à misericórdia de Deus. Essa foi a reflexão central do Papa Francisco na Missa celebrada nesta terça-feira, 6, na Casa Santa Marta. O Santo Padre convidou os fiéis a não resistirem à misericórdia do Senhor, ao pensarem ser mais importante os próprios pensamentos ou uma lista de mandamentos a ser seguida.

A homilia do Papa foi inspirada na Primeira Leitura da liturgia do dia, que mostra o profeta Jonas resistindo à vontade de Deus, mas finalmente aprende que deve obedecer ao Senhor. A grande cidade de Nínive converteu-se graças à pregação deste profeta. “Realmente faz um milagre, porque, nesse caso, ele deixou sua teimosia de lado e obedeceu a Deus, fez aquilo que o Senhor o havia recomendado”.

Francisco explicou que essa história de Jonas e Nínive se articula em três pontos. O primeiro é a resistência à missão que Deus confiou ao profeta. O segundo é a obediência: quando se obedece, milagres acontecem; no caso, a cidade de Nínive se converteu. Por fim, existe a resistência à misericórdia de Deus.

“Aquelas palavras, ‘Senhor, não era justamente isso que eu dizia quando estava ainda em minha terra? Porque Tu és um Deus misericordioso e piedoso, e eu fiz todo o trabalho de pregar, cumpri bem meu dever, e Tu os perdoa?’ É o coração com aquela dureza que não deixa entrar a misericórdia de Deus. É mais importante a minha pregação, são mais importantes os meus pensamentos, é mais importante a lista de mandamentos que devo observar, tudo exceto a misericórdia de Deus”.

Incompreensão da Misericórdia de Cristo

O Papa recordou que o próprio Jesus viveu esse drama com os Doutores da Lei, que não entendiam por que Ele não permitiu que a mulher adúltera fosse apedrejada, por que Ele fazia refeições junto com os publicanos e os pecadores: não entendiam a misericórdia. “O Salmo que rezamos hoje – prosseguiu Francisco – nos sugere que esperemos o Senhor, porque com Ele está a misericórdia, e grande é com Ele a redenção”.

“Próximos do início do Ano da Misericórdia, rezemos ao Senhor para que nos faça entender como é seu coração, o que significa ‘misericórdia’, o que quer dizer quando Ele diz: ‘Misericórdia quero, e não sacrifício!’. E por isso, na oração da Coleta da Missa, rezamos tanto com aquela frase tão bonita: “Derramai sobre nós a Tua misericórdia”, porque somente entendemos a misericórdia de Deus quando ela é derramada sobre nós, sobre nossos pecados e mazelas”.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Sínodo: 1º relatório reitera indissolubilidade do matrimônio

Cardeal Erdö apresentou relatório introdutivo em que se reitera a indissolubilidade do matrimônio; documento também aborda os desafios das famílias

Da Redação, com informações do Vaticano

Os trabalhos da 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos começaram nesta segunda-feira, 5. Na primeira congregação geral, o relator do Sínodo, Cardeal Peter Erdö, apresentou um relatório inicial dividido em três partes, que indica a necessidade de acompanhamento misericordioso às famílias em situações difíceis, porém sem deixar dúvidas quanto à indissolubilidade do matrimônio.

Assembleia sinodal no Vaticano discute temas sobre família / Foto: Arquivo-L’Osservatore Romano

O cardeal húngaro recordou os diversos desafios que as famílias enfrentam hoje, como o problema das injustiças sociais, migrações, salários baixos e violência contra as mulheres. O relatório, porém, ressalta aspectos positivos, como o matrimônio e a família que transmitem valores e oferecem uma possibilidade de desenvolvimento à pessoa humana. “A família é o local onde se aprende a experiência do bem comum”, destaca o documento.

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A missão da família nos dias de hoje é o foco da terceira parte do relatório apresentado nesta manhã. Reitera-se a importância da colaboração das famílias cristãs com instituições públicas e na criação de estruturas econômicas para apoiar os que vivem em situações de pobreza. “Toda a comunidade eclesial deve tentar assistir as famílias vítimas de guerras e perseguições”, lê-se no relatório.

Divórcio

Com relação às famílias feridas, referindo-se, em especial, aos casos de separação, o documento destaca que o método de ação deve ser o da misericórdia e acolhimento, sem deixar, porém, de apresentar a verdade clara sobre o matrimônio. Nesse sentido, o documento encoraja, para os divorciados que não se casaram novamente, a criação de centros de aconselhamento diocesanos para ajudar os cônjuges nos momentos de crise, apoiando os filhos, que são vítimas destas situações, e não esquecendo “o caminho do perdão e da reconciliação, se possível”.

Já sobre os divorciados recasados, pede-se uma aprofundada reflexão. “É imperativo um acompanhamento pastoral misericordioso que, no entanto, não deixe dúvidas sobre a verdade da indissolubilidade do matrimônio, como ensinado pelo próprio Jesus Cristo. A misericórdia de Deus oferece ao pecador o perdão, mas exige a conversão”.

O relatório introdutório também menciona e esclarece o chamado “caminho penitencial”, que se refere aos divorciados recasados ​​que praticam continência e que, portanto, poderão ter acesso aos sacramentos da Penitência e da Eucaristia, evitando, porém, provocar escândalo.

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Homossexualismo

Outro parágrafo é dedicado ao cuidado pastoral das pessoas homossexuais. A orientação é que elas sejam acolhidas com respeito e delicadeza, evitando qualquer sinal de discriminação. O relatório recorda, porém, que não há fundamento algum para assimilar ou estabelecer analogias, sequer remotas, entre as uniões homossexuais e o plano de Deus para o matrimônio e a família.

“É totalmente inaceitável que as Pastores da Igreja sofram pressões nesta matéria e que os organismos internacionais condicionem as ajudas financeiras aos países pobres para a introdução de leis que estabeleçam o ‘matrimônio’ entre pessoas do mesmo sexo”.

Defesa da vida

Os últimos parágrafos do Relatório abordam o tema da vida, reafirmando seu caráter inviolável desde a concepção até a morte natural. Não, portanto, ao aborto, à terapia agressiva, à eutanásia, e sim à abertura à vida como uma exigência intrínseca do amor conjugal. O Cardeal Erdo lembra ainda o grande trabalho da Igreja no apoio às mulheres grávidas, às crianças abandonadas, a quem abortou e às famílias impossibilitadas de curar os seus entes queridos doentes.

Recomenda-se também a promoção da cultura da vida diante da cada vez mais difundida cultura de morte e se sugere um ensino adequado sobre métodos naturais para a procriação responsável. Central também é o incentivo à adoção das crianças, “forma específica de apostolado familiar”.

Palavra do Cardeal Baldisseri

Além do Cardeal Erdo, a primeira Congregação Geral desta Assembleia teve o discurso do Secretário-Geral, Cardeal Lorenzo Baldisseri, que percorreu, em ordem cronológica, o caminho preparatório deste 14º Sínodo ordinário. Ele enfatizou que a família é um tema importante e transversal, que diz respeito não apenas aos católicos, mas a todos os cristãos e à humanidade.

Cardeal Baldisseri saudou os muitos casais presentes no Sínodo, na qualidade de Auditores e Peritos. Entre eles, recordou, há uma presença significativa feminina da qual se espera uma contribuição especial para que o Sínodo possa olhar para a família com o olhar de ternura, atenção e compaixão das mulheres.

Papa fala à Assembleia do Sínodo no início dos trabalhos

Francisco falou do Sínodo como um caminho conjunto, que deve ser percorrido com coragem apostólica, humildade evangélica e oração; trabalhos começaram hoje

Jéssica Marçal
Da Redação

Francisco reunido com padres sinodais / Foto: Arquivo-L’Osservatore Romano

Na primeira congregação geral do Sínodo da Família, nesta segunda-feira, 5, o Papa Francisco falou aos padres sinodais reunidos em assembleia. O Santo Padre destacou três aspectos em especial: a coragem apostólica, a humildade evangélica e a oração.

Francisco reiterou que o Sínodo não é um parlamento ou senado, mas um caminho que se percorre em conjunto, com espírito de colegialidade e zelo pastoral. Trata-se de uma ocasião em que o Espírito Santo fala através de todas as pessoas que se deixam conduzir por Deus. “Recordemos, porém, que o Sínodo poderá ser um espaço da ação do Espírito Santo somente se nós participantes nos revestirmos de coragem apostólica, humildade evangélica e oração confiante”.

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Essa coragem apostólica, segundo o Papa, não se deixa intimidar diante das seduções do mundo, que tendem a apagar do coração dos homens a luz da verdade. A humildade evangélica é aquela que sabe se esvaziar das próprias convicções e preconceitos para escutar os irmãos e dar a mão a eles sem fazer julgamentos ou sentir-se superior. E a oração confiante é a ação do coração quando se abre a Deus para escutar sua voz que fala no silêncio. “Sem escutar Deus todas as nossas palavras serão somente ‘palavras’ que não saciam e não servem”.

O Papa agradeceu a todos os que estão envolvidos nos trabalhos sinodais e que trabalharam com fidelidade e dedicação à Igreja. Francisco não se esqueceu de agradecer aos jornalistas pela participação na cobertura da Assembleia e pela atenção.

Essa é a 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, que teve início neste domingo, 4, com a Celebração Eucarística presidida por Francisco. O tema é “A vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo”. Trata-se da segunda etapa do Sínodo da Família, que começou em outubro do ano passado.

É o amor que alimenta a relação, diz Papa às famílias

No Angelus deste domingo, o Papa afirmou que o amor alimenta a relação nas famílias

Da redação, com Rádio Vaticano

A abertura do Sínodo sobre a família foi o tema da reflexão que o Papa realizou antes da oração do Angelus, na Praça São Pedro, neste domingo, 4, na presença de inúmeros fiéis e peregrinos.

Durante três semanas, os padres sinodais refletirão sobre a vocação e a missão da família na Igreja e na sociedade, para um atento discernimento espiritual e pastoral. “Manteremos o olhar fixo em Jesus para identificar as estradas mais oportunas para um empenho adequado da Igreja com as famílias e para as famílias”, disse o Papa Francisco.

Reciprocidade

A liturgia deste domingo, 4, propõe o Livro do Gênesis sobre a complementariedade e reciprocidade entre homem e mulher. O Papa disse que, ao deixarem os pais, os esposos se unem numa só carne e numa só vida, e desta unidade, transmitem a vida a novos seres humanos e se tornam pais.

“Participam da potência criadora de Deus”, disse Francisco, que advertiu: “Mas atenção! Deus é amor, e participamos da Sua obra quando amamos com Ele e como Ele. É o amor que alimenta a relação por meio das alegrias e das dores, momentos serenos e difíceis. É o mesmo amor com o qual Jesus, no Evangelho deste domingo, manifesta às crianças”.

Francisco rezou para todos os pais e educadores do mundo, assim como toda a sociedade, se façam instrumentos daquele acolhimento e daquele amor com o qual Jesus abraça os pequeninos.

“Penso nas muitas crianças famintas, abandonadas, exploradas, obrigadas à guerra, rejeitadas. É doloroso ver as imagens de crianças infelizes, com o olhar perdido, que fogem da pobreza e dos conflitos, batem às nossas portas e aos nossos corações implorando ajuda. O Senhor nos ajude a não sermos uma sociedade-fortaleza, mas uma sociedade-família, capaz de acolher, com regras adequadas, mas acolher. Acolher sempre, com amor.”

Por fim, o Pontífice pediu a oração dos fiéis pelos trabalhos do Sínodo.

Beatificações


Após a oração mariana, o Papa recordou a beatificação em Santander, na Espanha, de 18 monges trapistas, assassinados por sua fé durante a guerra civil espanhola. “Louvemos ao Senhor por esses testemunhos corajosos e, por sua intercessão, supliquemos que libertem o mundo do flagelo da guerra.”

Guatemala e França

Francisco pediu ainda orações e ajudas concretas às vítimas de um deslizamento de terra na Guatemala e dos temporais na Costa Azul, na França. E saudou de modo especial os peregrinos italianos, que festejam, neste domingo São Francisco de Assis, padroeiro do país.