domingo, 15 de maio de 2016
Papa diz que piedade é a manifestação da misericórdia de Deus
SÁBADO, 14 DE MAIO DE 2016, 9H42
Na catequese deste sábado, o Papa Francisco meditou sobre um dos tantos aspectos da misericórdia: ter piedade ou pena dos que precisam de amor
Da redação, com Rádio Vaticano
Neste sábado, 14, o Papa Francisco encontrou-se na Praça São Pedro, com milhares de fiéis e peregrinos provenientes de diversas partes do mundo, para a audiência jubilar, que concede no âmbito deste Ano Santo da Misericórdia.
Antes de começar a sua catequese, o Pontífice avisou os presentes que, devido ao mau tempo em Roma, a audiência jubilar ficou dividida em duas partes: a primeira, na Sala Paulo VI, aos enfermos, e a segunda na Praça São Pedro.
A misericórdia
A seguir, passou a fazer sua catequese, no qual meditou sobre um dos tantos aspectos da misericórdia: ter piedade ou pena dos que precisam de amor. A piedade é um termo que já existia no mundo greco-romano, onde, porém, significava ato de submissão aos superiores. Antes de tudo, a devoção devida aos deuses, depois, o respeito dos filhos para com os pais, sobretudo os idosos. Neste sentido, Francisco frisou o significado de piedade.
“Hoje, aos invés, devemos prestar atenção para não identificar a piedade com aquele pietismo, bastante difundido, que representa só uma emoção superficial, que ofende a dignidade do outro. Ao mesmo tempo, a piedade não deve ser confundida tampouco com a compaixão que temos para com os animais que vivem conosco; pois, de fato, acontece que às vezes, temos este sentimento para com os animais, mas permanecemos indiferentes diante dos sofrimentos dos irmãos”.
Apego
Francisco disse ainda que muito se vê pessoas apegadas aos gatos, cachorros e, depois, se esquecem de ajudar os mais necessitados que lhes estão próximos.
A seguir, o Pontífice continuou sua catequese explicando o termo “piedade” que é uma manifestação da misericórdia de Deus; é um dos sete dons do Espírito Santo, que o Senhor oferece aos seus discípulos para torná-los dóceis a obedecer às inspirações divinas.
“Muitas vezes, nos Evangelhos, fala-se do grito espontâneo que pessoas endemoninhadas, pobres ou aflitas dirigiam a Jesus: ‘Tende piedade’. A todos, Jesus respondia com um olhar de misericórdia e com o conforto da sua presença. Em tais invocações de ajuda ou pedido de piedade, cada um expressava também a sua fé em Jesus, chamando-o ‘Mestre, ‘Filho de Davi’ e Senhor’. Eles intuíam que Nele havia algo de extraordinário, que os podia ajudar a sair da sua condição de tristeza em que se encontravam. Percebiam nele o amor do próprio Deus.”
Piedade
O Santo Padre prosseguiu dizendo que Jesus percebia aquelas invocações de piedade e se comovia, sobretudo quando via pessoas que sofriam, feridas na sua dignidade, como no caso da hemorroíssa. Ele as convidava a ter confiança nele e na sua Palavra. Com efeito, para Jesus, ter piedade equivale a compartilhar da tristeza de quem encontra, mas, ao mesmo tempo, agir, em primeira pessoa, para transformá-la em alegria.
“Nós também somos chamados a cultivar atitudes de piedade diante de tantas situações da vida, repelindo a indiferença que impede reconhecer as exigências dos irmãos que nos circundam e livrando-nos da escravidão do bem-estar material.”
Exemplo da Virgem Maria
Francisco concluiu sua catequese jubilar convidando os fiéis a reconhecer o exemplo da Virgem Maria, que toma cuidado de cada um dos seus filhos, que para os cristãos, ela é o ícone da piedade.
O Santo Padre citou o grande escritor italiano, Dante Alighieri, que assim se expressou na oração a Nossa Senhora, que se encontra no ápice do seu poema Paraíso: “Em ti, misericórdia; em ti, piedade (…) em ti se reúne tudo o que há de bom na criatura”.
Saudações
Ao término da catequese jubilar, o Papa passou a saudar os numerosos peregrinos e fiéis, em algumas línguas. Em italiano fez uma saudação especial às Irmãs da Imaculada Conceição, por ocasião do seu Capítulo Geral, e à Comunidade do Pontifício Colégio Ucraniano São Josafat. A eles e aos demais presentes, Francisco assim se expressou:
“Desejo que o Jubileu da Misericórdia, com a passagem pela Porta Santa, seja uma ocasião para manifestar aos irmãos a mesma piedade de Deus Pai, que sempre nos consola nas dificuldades”.
Enfim, o Santo Padre recordou aos presentes que, hoje, a liturgia celebra a festa de São Matias, o último que entrou a fazer parte do grupo dos Doze Apóstolos. E exortou:
“Que o seu vigor espiritual estimule os jovens a serem coerentes com a sua fé; que a sua entrega a Cristo Ressuscitado sustente os enfermos, nos momentos de maior dificuldade; que a sua dedicação missionária seja demonstração de que o amor é o fundamento insubstituível da família”.
Antes de conceder a sua Bênção Apostólica, o Papa Francisco saudou os presentes de língua portuguesa.
“Uma cordial saudação a todos os peregrinos de língua portuguesa, especialmente aos fiéis da Missão Católica Portuguesa de Friburgo na Suíça e ao grupo brasileiro do Santuário Jardim da Imaculada da Cidade Ocidental. Este mês de Maria convida-nos a multiplicar diariamente os atos de devoção e imitação da Mãe de Deus. Rezem o terço todos os dias! Deixem que a Virgem Mãe entre no seu coração; confiem-lhe tudo o que vocês são e têm. Deus será tudo em todos. Que Deus abençoe vocês e seus entes queridos.”
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Diante da crise política, Papa pede paz e diálogo aos brasileiros
Na saudação após a Catequese de hoje, o Papa Francisco deixou uma mensagem especial aos brasileiros
Da redação, com Rádio Vaticano
Ao fim da catequese desta quarta-feira, 11, Papa Francisco fez uma saudação especial aos brasileiros devido ao conturbado momento político do país:
“Ao saudar vocês, peregrinos brasileiros, o meu pensamento vai à sua amada nação. Nesses dias em que nos preparamos para Pentecostes, peço ao Senhor que derrame abundantemente os dons do Espírito Santo, para que, nesses momentos de dificuldade, o país caminhe pelas sendas da harmonia e da paz com a ajuda da oração e do diálogo. Que a proximidade de Nossa Senhora Aparecida – que como uma boa mãe jamais abandona seus filhos – seja defesa e guia no caminho”, disse o Pontífice.
O Papa Francisco está informado e acompanha a situação política brasileira por meio dos bispos da CNBB. Ao fim da Assembleia realizada em Aparecida, em abril, a entidade emitiu uma nota a respeito.
Na semana passada, o Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani João Tempesta, teve a oportunidade de falar com o Santo Padre sobre o tema. Dom Orani pedira ao Papa que rezasse pelo Brasil. Em resposta, Francisco disse que reza sempre pelo nosso país.
A crise também esteve na pauta da audiência privada que o Papa concedeu, nesta terça-feira, 10, à atriz Letícia Sabatella e à juíza substituta do Tribunal de Justiça de São Paulo, Kenarik Boujikian.
O Senado brasileiro vota, nesta quarta-feira, o parecer pela admissibilidade do processo de impeachment que, se aprovado, afastará a Presidente Dilma Rousseff temporariamente por 180 dias.
HOMILIA
Papa encoraja jovens a dar a vida pelo Evangelho
TERÇA-FEIRA, 10 DE MAIO DE 2016, 9H19
Francisco pediu que no lugar da insatisfação que atinge os jovens cresça a voz do Espírito que os leve a gastar a vida por causas nobres
Da Redação, com Rádio Vaticano
Foto: L’Osservatore Romano
O Papa Francisco iniciou suas atividades nesta terça-feira, 10, celebrando a missa na capela de sua residência, a Casa Santa Marta.
A homilia de Francisco foi inspirada no trecho dos Atos dos Apóstolos que narra a despedida de Paulo da comunidade de Mileto. Trata-se de uma cena emocionante: Paulo sabe, e o diz, que não verá mais aquela comunidade, os presbíteros de Éfeso que mandou chamar e agora estão ao seu redor. Chegou a hora de partir para Jerusalém, é ali que o Espírito o conduz, o mesmo Espírito do qual reconhece o absoluto senhorio sobre sua vida, que sempre o impulsionou ao anúncio do Evangelho, enfrentando problemas e penas. Francisco destacou que este trecho evoca a vida do missionários de todas as épocas.
“Partiam obrigados pelo Espírito Santo: uma vocação! E quando, nesses lugares, vamos ao cemitério e vemos suas lápides: muitos morreram jovens, com menos de 40 anos. Porque não estavam preparados para suportar as doenças locais. Deram a vida jovens: ‘gastaram’ a vida. Eu penso que eles, naquele último momento, longe de sua pátria, de sua família, de seus caros, tenham dito: ‘O que eu fiz valeu a pena!'”.
Missionários, glória da Igreja
O Papa explicou que o missionário parte sem saber o que lhe espera e citou a despedida da vida de São Francisco Xavier narrado por José María Pemàn, escritor e poeta espanhol de 1900. Uma página que evoca aquela de São Paulo, que disse em seu discurso de despedida: “Sei apenas que, de cidade em cidade, o Espírito Santo me adverte, dizendo que me aguardam cadeias e tribulações”. Francisco disse que o missionário sabe que a vida não será fácil, mas prossegue.
Ao falar sobre os apóstolos de hoje o Papa se emocionou.
“Os nossos missionários, esses heróis da evangelização dos nossos tempos. A Europa que encheu de missionários outros continentes… E esses partiam sem voltar… Creio que seja justo agradecer ao Senhor por seu testemunho. É justo que nós nos alegremos por ter esses missionários, que são testemunhas verdadeiras. Eu penso em como foi o último momento deles: como pode ter sido a despedida? Como Xavier: ‘Deixei tudo, mas valeu a pena!’. Anônimos, foram embora. Outros mártires, isto é, oferecendo a vida pelo Evangelho. Esses missionários são a nossa glória! A glória da nossa Igreja!”.
Jovens, “gastem” a vida por causas nobres
Ao concluir, Francisco pediu que no lugar da insatisfação que atinge os jovens de hoje, cresça a voz do Espírito que os leve a gastar a vida por causas nobres.
“Gostaria de dizer aos jovens de hoje que não se sentem à vontade, que dizem ‘não estou muito feliz com esta cultura do consumismo, do narcisismo…’, olhem o horizonte! Olhem para lá, olhem para esses nossos missionários! Pedir ao Espírito que os obrigue a ir para longe, a ‘gastar’ a vida. É uma palavra um pouco dura, mas a vida vale a pena ser vivida. Mas para vivê-la bem, ‘gastá-la’ no serviço, no anúncio, e ir avante. Esta é a alegria do anúncio do Evangelho”.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Papa explica ação do Espírito Santo no coração do homem
(SEGUNDA-FEIRA, 2 DE MAIO DE 2016)
Francisco destacou que o Espírito dá testemunho de Jesus; e todas as vezes que sentimos no coração algo que nos aproxima de Jesus, é o Espírito que trabalha em nós
O Papa Francisco começou a semana celebrando a Missa na capela de sua residência, a Casa Santa Marta. Próximo da celebração de Pentecostes, as leituras falam sempre mais do Espírito Santo.
Francisco recordou uma passagem dos Atos dos Apóstolos em que o Senhor abriu o coração de uma mulher de nome Lídia, uma comerciante de púrpura que, na cidade de Tiatira, ouvia as palavras de Paulo.
“Essa mulher sentiu algo dentro de si, que a levou a dizer: ‘Isso é verdade! Eu estou de acordo com aquilo que este homem diz, este homem que testemunha Jesus Cristo. O que ele diz é verdade!’. Mas quem tocou o coração desta mulher? Quem lhe disse: ‘Ouça, porque é verdade’? Foi precisamente o Espírito Santo que fez com que esta mulher sentisse que Jesus era o Senhor; fez com que sentisse que a salvação estava nas palavras de Paulo; fez com que esta mulher ouvisse um testemunho.”
O Papa explicou que o Espírito dá testemunho de Jesus e todas as vezes que nós sentimos no coração algo que nos aproxima de Jesus, é o Espírito que trabalha dentro de nós.
Perseguição
Francisco disse que o Evangelho fala de um testemunho duplo: o Espírito que testemunha Jesus e o nosso testemunho. Nós somos testemunhas do Senhor com a força do Espírito. Jesus convida os discípulos a não se escandalizarem, porque o testemunho carrega consigo as perseguições. Das “pequenas perseguições das fofocas”, das críticas àquelas grandes perseguições, de que a história da Igreja está repleta, que leva os cristãos à prisão e os leva até mesmo a dar a vida.
“É o preço do testemunho cristão”, disse Jesus. “Expulsarão vocês das sinagogas e chegará a hora em que alguém, ao matar vocês, pensará que está oferecendo um sacrifício a Deus. O cristão, com a força do Espírito, testemunha que o Senhor vive, que o Senhor ressuscitou, que está entre nós e celebra conosco Sua Morte e Ressurreição, toda vez que nos dirigimos ao altar. O cristão dá também testemunho, ajudado pelo Espírito, em sua vida cotidiana, com o seu modo de agir, mas, muitas vezes, esse testemunho provoca ataques e perseguições.”
Francisco explicou que o Espírito Santo, que nos fez conhecer Jesus, é o mesmo que nos impele a torná-Lo conhecido, não tanto com palavras, mas com o testemunho de vida.
“É bom pedir ao Espírito Santo que venha ao nosso coração para dar testemunho de Jesus, e dizer-lhe: ‘Senhor, que eu não me distancie de Jesus. Ensina-me o que Jesus ensinou. Faz-me lembrar o que Jesus disse e fez, e ajuda-me a testemunhar estas coisas. Que a mundanidade, as coisas fáceis, as coisas que vem do pai da mentira, do príncipe deste mundo, o pecado, não me distanciem do testemunho'”.
MOTIVAÇÕES
CNBB publica subsídio para o Dia Mundial das Comunicações
(SEGUNDA-FEIRA, 2 DE MAIO DE 2016)
O subsídio traz roteiros para celebrar o Dia das Comunicações, sugestões para mídias sociais, além de motivações para Missas e celebração da Palavra
Da redação, com CNBB
A Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB publicou nesta segunda-feira, 2, o subsídio com a mensagem do papa Francisco para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, no próximo domingo, 8. O tema proposto para este ano é “Comunicação e Misericórdia: um encontro profundo”.
O subsídio traz roteiros para celebrar o Dia das Comunicações, sugestões para mídias sociais, além de motivações para Missas e celebração da Palavra. Também são sugeridas iniciativas para preparar o evento, como a realização de oficinas de comunicação na Igreja contemplando as áreas de jornal, rádio, teatro, mural, cartazes, blogs, sites e redes sociais e entrevistas no rádio, TV e impressos sobre o tema do Dia Mundial das Comunicações.
Além, disso a Comissão motiva a organização de cafés da manhã ou um dia de palestra, com confraternização com profissionais, professores e pesquisadores da comunicação e agentes da Pastoral da Comunicação para estreitar as relações entre Igreja e imprensa local.
Cultura da Comunicação
Na apresentação do subsídio, a Comissão para a Comunicação da CNBB sugere que a mensagem do papa seja estudada e refletida nas dioceses, regionais e comunidades, incentivando, assim, a organização de outras iniciativas que marcam a data. Recorda, ainda, as motivações do Diretório Nacional da Comunicação da Igreja no Brasil:
“O Dia Mundial das Comunicações é uma ocasião propícia para comemorar o bem que a Igreja e a sociedade realizam com a comunicação; para motivar e incentivar novas iniciativas, novos grupos e novas reflexões; para conscientizar sobre a necessidade de inserir-se na nova cultura da comunicação e propor o Evangelho a essa nova realidade”.
Na mensagem deste ano, o Papa Francisco diz que “como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das ações da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos”.
O subsídio está disponível neste link: 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
Papa explica ação do Espírito Santo no coração do homem
(SEGUNDA-FEIRA, 2 DE MAIO DE 2016)
Francisco destacou que o Espírito dá testemunho de Jesus; e todas as vezes que sentimos no coração algo que nos aproxima de Jesus, é o Espírito que trabalha em nós
Da Redação, com Rádio Vaticano
O Papa Francisco começou a semana celebrando a Missa na capela de sua residência, a Casa Santa Marta. Próximo da celebração de Pentecostes, as leituras falam sempre mais do Espírito Santo.
Francisco recordou uma passagem dos Atos dos Apóstolos em que o Senhor abriu o coração de uma mulher de nome Lídia, uma comerciante de púrpura que, na cidade de Tiatira, ouvia as palavras de Paulo.
“Essa mulher sentiu algo dentro de si, que a levou a dizer: ‘Isso é verdade! Eu estou de acordo com aquilo que este homem diz, este homem que testemunha Jesus Cristo. O que ele diz é verdade!’. Mas quem tocou o coração desta mulher? Quem lhe disse: ‘Ouça, porque é verdade’? Foi precisamente o Espírito Santo que fez com que esta mulher sentisse que Jesus era o Senhor; fez com que sentisse que a salvação estava nas palavras de Paulo; fez com que esta mulher ouvisse um testemunho.”
O Papa explicou que o Espírito dá testemunho de Jesus e todas as vezes que nós sentimos no coração algo que nos aproxima de Jesus, é o Espírito que trabalha dentro de nós.
Perseguição
Francisco disse que o Evangelho fala de um testemunho duplo: o Espírito que testemunha Jesus e o nosso testemunho. Nós somos testemunhas do Senhor com a força do Espírito. Jesus convida os discípulos a não se escandalizarem, porque o testemunho carrega consigo as perseguições. Das “pequenas perseguições das fofocas”, das críticas àquelas grandes perseguições, de que a história da Igreja está repleta, que leva os cristãos à prisão e os leva até mesmo a dar a vida.
“É o preço do testemunho cristão”, disse Jesus. “Expulsarão vocês das sinagogas e chegará a hora em que alguém, ao matar vocês, pensará que está oferecendo um sacrifício a Deus. O cristão, com a força do Espírito, testemunha que o Senhor vive, que o Senhor ressuscitou, que está entre nós e celebra conosco Sua Morte e Ressurreição, toda vez que nos dirigimos ao altar. O cristão dá também testemunho, ajudado pelo Espírito, em sua vida cotidiana, com o seu modo de agir, mas, muitas vezes, esse testemunho provoca ataques e perseguições.”
Francisco explicou que o Espírito Santo, que nos fez conhecer Jesus, é o mesmo que nos impele a torná-Lo conhecido, não tanto com palavras, mas com o testemunho de vida.
“É bom pedir ao Espírito Santo que venha ao nosso coração para dar testemunho de Jesus, e dizer-lhe: ‘Senhor, que eu não me distancie de Jesus. Ensina-me o que Jesus ensinou. Faz-me lembrar o que Jesus disse e fez, e ajuda-me a testemunhar estas coisas. Que a mundanidade, as coisas fáceis, as coisas que vem do pai da mentira, do príncipe deste mundo, o pecado, não me distanciem do testemunho'”.
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