sexta-feira, 15 de julho de 2016


Papa reza por vítimas do atentado em Nice, na França
SEXTA-FEIRA, 15 DE JULHO DE 2016, 7H50MODIFICADO: SEXTA-FEIRA, 15 DE JULHO DE 2016,

Francisco segue com preocupação notícias sobre novo atentado na França, em que pelo menos 84 pessoas morreram


Da Redação, com Rádio Vaticano


O Papa Francisco acompanha com apreensão e oração as notícias sobre onovo atentado na França, desta vez na cidade de Nice. O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, publicou nesta sexta-feira, 15, uma nota a respeito.



Caminhão utilizado no ataque asegue sob análise / Foto; Reprodução Reuters
“Acompanhamos esta noite, com grandíssima preocupação, as terríveis notícias que chegavam de Nice. Manifestamos, portanto, por parte do Papa Francisco e nossa toda a solidariedade aos sofrimentos das vítimas e de todo o povo francês, naquele que deveria ser um grande dia de festa. Condenamos de maneira mais absoluta toda manifestação de insensatez homicida, de ódio, de terrorismo e de ataque contra a paz”, afirmou Pe. Lombardi.

Em telegrama enviado nesta sexta-feira, 15, ao bispo de Nice, Dom André Marceau, Francisco condena a violência cega que mais uma vez atingiu a França, matando inclusive crianças. O Papa expressa sua profunda tristeza e sua proximidade espiritual ao povo francês, confiando à misericórdia de Deus os que perderam suas vidas. O Santo Padre também manifesta sua solidariedade às famílias em luto, aos feridos e a todos os que prestaram socorros. O telegrama foi assinado pelo Secretário de Estado, Cardeal Pietro Parolin.
O Papa também utilizou sua conta no twitter para pedir orações pelas vítimas do atentado. Nesta sexta-feira, 15, ele escreveu: “Rezo pelas vítimas do atentado em Nice e seus familiares. Peço a Deus que converta o coração dos violentos, obcecados pelo ódio”.

Um ataque com um caminhão na cidade de Nice, no sul do país, matou pelo menos 84 pessoas, entre as quais muitas crianças. Há mais de 100 feridos. A avenida à beira-mar estava lotada de franceses e turistas que comemoravam o feriado nacional, a Tomada da Bastilha. O atentado ocorreu logo após a queima de fogos, por volta das 22h30 (hora local). O motorista do caminhão percorreu 2 quilômetros atropelando as pessoas. Documentos dentro do veículo pertencem a um franco-tunisiano de 31 anos, também foram apreendidos fuzis e granadas. O motorista foi morto por dois policiais.

Líderes políticos mundiais como Barack Obama, Angela Markel e Vladimir Putin já se manifestaram para condenar o ataque e expressar solidariedade aos franceses.

terça-feira, 12 de julho de 2016


VATICANO
Porta-voz esclarece rumores sobre novas orientações litúrgicas
TERÇA-FEIRA, 12 DE JULHO DE 2016


Padre Lombardi afirmou em nota que não há novas orientações litúrgicas a partir do próximo Advento

Da Redação, com Rádio Vaticano

O Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, padre Federico Lombardi, publicou uma nota de esclarecimento em relação a notícias que relataram a existência de novas orientações litúrgicas a partir do próximo Advento. As especulações surgiram após uma conferência realizada dias atrás em Londres pelo Prefeito da Congregação para o Culto Divino, Cardeal Sarah.

“O Cardeal Sarah sempre se preocupou com razão, pela dignidade da celebração da Missa, exprimindo-se adequadamente sobre o comportamento de respeito e adoração pelo mistério eucarístico. Algumas de suas expressões foram, no entanto, mal interpretadas, como se anunciasse novas indicações diferentes daquelas até agora contidas nas normas litúrgicas e nas palavras do Papa sobre a celebração em direção ao povo e sobre o rito ordinário da Missa”, explica a nota.

Padre Lombardi recorda que, na Instrução Geral do Missal Romano, que contém as normas relativas à celebração eucarística e ainda está em pleno vigor, no nº 299 diz: ‘Onde for possível, o altar principal deve ser construído afastado da parede, de modo a permitir andar em volta dele e celebrar a Missa de frente para o povo. Pela sua localização, há-de ser o centro de convergência, para o qual espontaneamente se dirijam as atenções de toda a assembleia dos fiéis'”.

Em visita à Congregação para o Culto Divino, o Papa Francisco recordou expressamente que a forma “ordinária” da celebração da Missa é a prevista pelo Missal promulgado por Paulo VI, enquanto a ‘extraordinária’, que foi permitida pelo Papa Bento XVI para as finalidades e com as modalidades por ele explicadas no Motu Proprio Summorum Pontificum, não deve tomar o lugar da ‘ordinária’”.

“Portanto, não são previstas novas orientações litúrgicas a partir do próximo Advento, como alguns erroneamente deduziram de algumas palavras do Cardeal Sarah, e é melhor evitar o uso da expressão ‘reforma da reforma’, referindo-se à liturgia, devido ao fato que, por vezes, foi fonte de mal-entendidos'”, finaliza padre Lombardi.
Faltam poucos dias para a JMJ 2016 na Cracóvia. Acesse http://goo.gl/KklkwQ e fique por dentro de notícias e curiosidades sobre o evento.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Atitude do 'bom samaritano' é prova de fé, afirma o Papa
DOMINGO, 10 DE JULHO DE 2016, 

O Santo Padre afirmou que “a atitude do bom samaritano é necessária para dar prova da nossa fé”

Da redação, com Rádio Vaticano

No Angelus deste domingo, 10, o Papa recordou a parábola do “bom samaritano” proposta pelo Evangelho de São Lucas. Uma narrativa “simples e estimulante” – disse o Santo Padre – que indica um estilo de vida no qual os outros estão no centro.

De acordo com o Papa, a pergunta de Jesus “quem é o meu próximo” indica que proximidade é uma questão de escolha. “Depende de mim ser ou não ser próximo da pessoa que encontro e que tem necessidade de ajuda, mesmo que seja estranha ou até hostil”, disse Francisco.

O Santo Padre afirmou ainda que “a atitude do bom samaritano é necessária para dar prova da nossa fé”.
Domingo do Mar

Após a oração do Angelus, o Papa Francisco recordou o Domingo do Mar. “Hoje ocorre o “Domingo do Mar” para apoio pastoral da gente do mar. Encorajo os marítimos e pescadores no nosso trabalho, muitas vezes duro e arriscado, como também os capelães e voluntários no seu precioso serviço. Maria, Estrela do Mar, vigia sobre vós.”

O Santo Padre saudou ainda os fiéis de Roma e muitas partes da Itália e do mundo, com especial atenção a um grupo de argentinos, como disse ele “barulhentos”, presente na Praça São Pedro.

Saudou ainda os peregrinos de Puerto Rico e um grupos de poloneses que completaram uma corrida de revezamento de Cracóvia a Roma e estendeu a sua saudação aos participantes da grande peregrinação da Família da Rádio Maria ao Santuário de Jasna Gora, já na sua 25ª edição.

Como sempre, desejou a todos um bom domingo, acrescentando: “não se esqueçam, por favor, rezem por mim. Bom almoço e até mais!”

terça-feira, 5 de julho de 2016


Papa reza por familiares de vítimas dos atentados em Daca e Bagdá
SEGUNDA-FEIRA, 4 DE JULHO DE 2016, 12H30

Depois do Angelus, o Papa Francisco manifestou sua solidariedade aos familiares das vítimas e dos feridos dos dois atentados

Da redação, com Rádio Vaticano

Neste domingo, 3, depois de rezar oAngelus, o Papa Francisco manifestou sua solidariedade aos familiares das vítimas e dos feridos de dois atentados: em Daca, Bangladesh, e em Bagdá, no Iraque.

“Rezemos juntos por eles e pelos mortos e peçamos ao Senhor que converta o coração dos violentos, cegos de ódio”, disse Francisco, rezando uma Ave-Maria com os fiéis na Praça São Pedro.

Leia

Em Bagdá, uma explosão diante de um shopping matou 80 pessoas, entre elas inúmeras crianças. Em Daca, um ataque a um restaurante fez 20 vítimas. A maioria das vítimas é da Itália e do Japão. Os dois atentados foram reivindicados pelo Estado Islâmico. No sábado, o Papa enviou um telegrama às autoridades bengalesas.

“Profundamente entristecido pela violência insensata perpetrada contra vítimas inocentes em Daca, o Papa Francisco manifesta suas condolências e condena esses atos bárbaros, que são ofensas a Deus e à humanidade. Ao encomendar os mortos à misericórdia de Deus, o Pontífice garante suas orações às famílias em luto e aos feridos”, lê-se no texto do telegrama assinado pelo Secretário de Estado, Card. Pietro Parolin.

domingo, 3 de julho de 2016

Papa afirma que deseja uma Igreja aberta e compreensiva
DOMINGO, 3 DE JULHO DE 2016, 10H04

Neste domingo, foi publicada a entrevista que o Papa concedeu ao jornal argentino La Nación

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco concedeu uma entrevista ao jornal argentino La Nación, que foi publicada na edição deste domingo, 3.

O Pontífice recebeu pela segunda vez em seu escritório na Casa Santa Marta o jornalista Joaquín Morales Solá, que conhece Bergoglio há 20 anos.

Na entrevista foram tratados temas que dizem quase exclusivamente à vida política, social e eclesial Argentina. O encontro ocorreu em 28 de junho, dia em que se celebraram os 65 anos de sacerdócio do Papa emérito Bento XVI.
Bento XVI: revolucionário

“Um revolucionário”, o definiu Francisco. “A sua generosidade foi incomparável. A sua renúncia, que tornou evidentes todos os problemas da Igreja, não teve motivações pessoais. Foi um ato de governo. O seu último ato de governo”. Sobre as condições de saúde do Papa emérito, o Pontífice destacou: “Tem problemas para se locomover, mas a sua cabeça e a sua memória estão intactas, perfeitas”.
Nenhum problema com Macri. Não gosto de conflitos

Quanto ao relacionamento considerado “frio” com o Presidente argentino Mauricio Macri, o Papa respondeu: “Não tenho qualquer problema com o presidente Macri. Não gosto de conflitos. Macri me parece uma pessoa de boa família, uma pessoa nobre”.

Recordou, depois, de ter tido alguma divergência com ele no passado, mas se tratou de “uma única vez, em Buenos Aires”, durante os seis anos em que Macri foi prefeito da cidade e Bergoglio, o Arcebispo. “Uma só vez em tanto tempo é uma média muito baixa”, destacou o Papa.

Outros problemas, acrescentou, “foram discutidos e resolvidos em privado e este acordo de privacidade foi respeitado por ambos”. “Não tenho qualquer reprovação pessoal a fazer ao Presidente Macri”, reiterou.
Audiência com Hebe de Bonafini, líder das Mães da Plaza de Mayo

O Papa respondeu ainda a uma pergunta sobre a audiência concedida a Hebe de Bonafini, líder do ramo mais intransigente das Mães da Plaza de Mayo, que no passado criticou Bergoglio acusando-o, falsamente, de ter colaborado com o regime militar.

A senhora depois admitiu seu erro publicamente. A audiência concedida “foi um gesto de perdão” – explicou Francisco. “Ela me pediu perdão e eu não o neguei”, porque o perdão “não se nega a ninguém”. “É uma mulher que teve dois filhos assassinados. E eu meu inclino, me ajoelho diante de tamanho sofrimento. Não importa o que ela disse a meu respeito. E sei que disse coisas terríveis no passado”.
Sala de Imprensa vaticana, única porta-voz do Papa

Sobre as vozes que circulam na Argentina de que, no país, haveria um porta-voz diferente da Sala de Imprensa, Francisco explicou: “Não existem outros porta-vozes oficiais, nem na Argentina nem em outros países. Repito: a Sala de Imprensa do Vaticano é a única porta-voz do Papa”.
Scholas Occurrentes

Outra questão disse respeito às Scholas Occurrentes, a Fundação reconhecida pela Santa Sé que nasceu em Buenos Aires há mais de 15 anos, impulsionada pelo então Arcebispo Bergoglio, e que atua em prol da formação dos jovens.

Recentemente, o Pontífice convidou os responsáveis pelo organismo a não aceitarem uma doação em dinheiro por parte do governo. Mas não se tratou de uma decisão “contra o governo de Macri”, destaca o Papa.

“Esta interpretação é absolutamente errada. Não aludia de modo algum ao governo. Disse somente aos responsáveis das Scholas, com afeto, aquilo que poderia ajudá-los a evitar eventuais erros na gestão da Fundação. Continuo acreditando que não temos o direito de pedir dinheiro ao governo argentino, que tem tantos problemas sociais por resolver”, explicou o Papa.
Quero uma Igreja aberta e compreensiva

Por fim, respondendo a uma pergunta sobre os “ultraconservadores da Igreja”, o Papa Francisco afirmou: “Eles fazem seu trabalho e eu, o meu. Eu desejo uma Igreja aberta, compreensiva, que acompanhe as famílias feridas. Eles dizem não a tudo. Eu continuo firme pela minha estrada, sem olhar para os lados. Não corto cabeças. Nunca gostei de fazer isso. Rejeito o conflito.”


Livrar-se da fama do poder, para anunciar Cristo", diz Papa
DOMINGO, 3 DE JULHO DE 2016, 9H11

No Angelus deste domingo, o Papa comentou o Evangelho extraído do décimo capítulo de Lucas, que narra a necessidade de pedir a Deus operários para a sua colheita

Da redação, com Rádio Vaticano

Milhares de fiéis se reuniram na Praça São Pedro para rezar com o Papa Francisco a oração mariana do Angelus.

Em sua alocução, o Pontífice comentou o Evangelho deste domingo, 3, extraído do décimo capítulo de Lucas, que narra a necessidade de pedir a Deus operários para a sua colheita.

Os “operários” de que fala Jesus são os missionários do Reino de Deus, explicou o Papa. E sua tarefa é anunciar uma mensagem de salvação dirigida a todos, dizendo: “O Reino de Deus está próximo. De fato, Jesus aproximou Deus de nós; em Jesus, Deus reina em meio a nós, o seu amor misericordioso vence o pecado e a miséria humana”, acrescento.
Boa Nova

Esta é a Boa Nova que os “operários” devem levar a todos: uma mensagem de esperança e consolação, de paz e de caridade. O Reino de Deus se constrói dia após dia e oferece já sobre esta terra os seus frutos de conversão, de purificação, de amor e de consolação entre os homens, prosseguiu o Papa.

“É belo! Construir dia após dia este Reino de Deus. Não destruir, construir”, enfatizou.
Missão

O Pontífice falou ainda com qual espírito o discípulo de Jesus deve desempenhar esta missão. Antes de tudo, consciente da realidade difícil e, às vezes, hostil que o aguarda.

“Com efeito, Jesus diz: ‘Eu os envio como cordeiros entre lobos’. Jesus foi muito claro. A hostilidade está na base das perseguições contra os cristãos. Por isso, o operário do Evangelho se esforçará em ser livre de condicionamentos humanos de todo gênero, confiando somente na potência da Cruz de Cristo.”

Isso significa abandonar qualquer motivo de vanglória pessoal, carreirismo ou fama de poder e fazer-se humildemente instrumentos da salvação.

“A missão do cristão no mundo é maravilhosa e destinada a todos, é uma missão de serviço, ninguém está excluído; essa requer muita generosidade e, sobretudo, o olhar e o coração dirigidos ao alto, para invocar a ajuda do Senhor.”
Testemunhar a alegria do Evangelho

Para o Pontífice, há tanta necessidade de cristãos que testemunhem com alegria o Evangelho na vida de todos os dias. Pois assim regressaram os discípulos: repletos de alegria.

E o Papa fez seu agradecimento aos inúmeros homens e mulheres que cotidianamente anunciam o Evangelho: sacerdotes, párocos bons que todos nós conhecemos, missionários e missionárias.

Francisco então se dirigiu à multidão e perguntou: “Quantos de vocês, jovens que estão nesta Praça, sentem o chamado do Senhor a segui-Lo? Não tenham medo! Sejam corajosos e levem aos outros esta chama do zelo apostólico que nos foi dada por esses discípulos exemplares”.

O Papa concluiu pedindo ao Senhor, por intercessão de Nossa Senhora, que jamais falte à Igreja corações generosos, que trabalhem para levar a todos o amor e a ternura do Pai celest
e.