terça-feira, 11 de outubro de 2016

Francisco

NESTE DOMINGO
Papa vai proclamar 7 santos na reta final do Ano da Misericórdia


Canonização acontece neste domingo na Praça de São Pedro no Vaticano

Da redação, com Agência Ecclesia

O Papa Francisco vai presidir neste domingo, 16, ao rito de canonização de sete fiéis católicos, pouco tempo antes do final do Jubileu da Misericórdia, no dia 20 de novembro. A Missa será celebrada na Praça de São Pedro, a partir das 10h15 (hora local, 06h15 em Brasília).

Entre os futuros santos está a monja francesa Isabel da Trindade (Isabel Catez), da Ordem das Carmelitas Descalças. A religiosa carmelita, morreu em 1906 aos 26 anos, após um longo sofrimento causado pela Doença de Addison.

Francisco também irá canonizar uma das figuras que o inspirou, José Gabriel del Rosario Brochero (1840-1914), conhecido como o ‘Cura Brochero’, que percorreu a Argentina numa mula para levar a mensagem do Evangelho no século XIX.

Em 2013, após a beatificação deste sacerdote, o Papa desejou no Vaticano que haja mais padres capazes de “dar a sua vida ao serviço da evangelização, seja de joelhos diante do crucifixo, seja dando testemunho em todos os lugares do amor e da misericórdia de Deus”.

Outro dos novos santos é o jovem José Sánchez del Río, mexicano (1913-1928), martirizado aos 14 anos durante a perseguição religiosa no México.

A lista inclui ainda o mártir Salomão Leclercq (1745-1792), dos Irmãos das Escolas Cristãs; o fundador da União Eucarística Reparadora e da Congregação das Irmãs Missionárias Eucarísticas de Nazaré, Dom Manuel González García (1877-1940), bispo de Palença (Espanha); o padre Ludovico Pavoni (1784-1849), fundador da Congregação dos Filhos de Maria Imaculada; o padre Alfonso Maria Fusco (1839-1910), fundador da Congregação das Irmãs de São João Batista.
Novos santos desse Pontificado

Desde que foi eleito Papa em 2013, Francisco já proclamou 29 santos em oito cerimônias no Vaticano, duas fora da Itália – nos Estados Unidos e Sri Lanka, e sete canonizações por equipolência (sem necessidade de novo milagre).

Dentre as proclamações também está a do italiano Antonio Primaldo, que foi canonizado juntamente com 812 companheiros leigos.

Entre os santos proclamados no Pontificado de Francisco estão os Papas João XXIII e João Paulo II, a Madre Teresa de Calcutá e o padre São José Vaz, nascido na então Goa Portuguesa
Mãezinha de todos os povos! 
Rogai por nós que recorremos a Vós.

HUMANITÁRIA
Igreja doará 1 milhão de euros para Haiti após furacão

A quantia será gerida pela Caritas Italiana, presente no país desde 2010

Ansa

A Conferência Episcopal Italiana (CEI) doará 1 milhão de euros para dar “assistência” às centenas de milhares de desabrigados pela passagem do furacão Matthew no Haiti.

Segundo a entidade, a quantia será gerida pela Caritas Italiana, que atua no país caribenho desde o terremoto de 2010. “Servirá, acima de tudo, para fornecer água, comida e gêneros de primeira necessidade”, diz uma nota da CEI.

De acordo com a ONG Oxfam, pelo menos 750 mil pessoas necessitam de assistência humanitária no Haiti. Já o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que o número chega a 1,4 milhão de indivíduos.

A passagem do furacão pelo país deixou cerca de mil mortos








Rádio Vaticano (RV) – A liberdade cristã vem de Jesus, “não das nossas obras”. O Papa desenvolveu sua meditação matutina nesta terça-feira (11/10), a partir da Carta de São Paulo aos Gálatas para então refletir sobre o Evangelho do dia, no qual Jesus repreende um fariseu que só dava atenção às aparências e não à substância da fé.


Àquele doutor da lei, disse o Papa, que havia criticado Jesus porque não havia feito as abluções antes do almoço o Senhor responde claramente:

“‘Vocês fariseus limpam o externo do copo e do prato mas por dentro vocês estão cheio de avidez e de maldade’. Jesus repete isso muitas vezes no Evangelho a esta gente: ‘vocês são maus por dentro, não é justo, não é livre. Vocês são escravos porque não aceitaram a justiça que vem de Deus, a justiça que nos deu Jesus’”.



Em um outro trecho do Evangelho, prosseguiu o Papa, Jesus pede que se reze sem que se seja visto, sem aparecer. Alguns, notou o Papa, eram “caras de pau”, “não tinham vergonha”: rezavam e davam esmolas para que lhes admirassem. O Senhor, ao contrário, indica a estrada da humildade.

Não à “religião da maquiagem”

“O que importa – reflete o Papa e nos diz Jesus – é a liberdade que nos deu a redenção, que nos deu o amor, que nos deu a recriação do Pai”:

“Aquela liberdade interna, aquela liberdade de se fazer o bem escondido, sem tocar os trompetes, porque a estrada da verdadeira religião é a mesma de Jesus: a humildade, a humilhação. E Jesus, Paulo diz aos Filipenses, humilhou a Si mesmo, esvaziou a Si mesmo. É a única estrada para nos tirar o egoísmo, a cobiça, a soberba, a vaidade, a mundanidade. Ao contrário, esta gente que Jesus repreende é gente que segue a religião da maquiagem: a aparência, o aparecer, fingir parecer mas por dentro... Jesus usa para esta gente uma imagem muito forte: ‘Vocês são túmulos reluzentes, bonitos por fora mas dentro cheios de ossos de mortos e podridão’”.

Rejeitar as aparências

“Jesus – retomou Francisco – nos chama, nos convida a fazer o bem com humildade”. “Você – disse – pode fazer todo o bem que quiser mas se não o faz humildemente, como nos ensina Jesus, este bem não serve, porque é um bem que nasce de você mesmo, de sua segurança e não da redenção que Jesus nos deu”. A redenção, acrescentou, “vem pela estrada da humildade e das humilhações porque não se chega à humildade sem as humilhações. E vemos Jesus humilhado na cruz”:

“Peçamos ao Senhor que não nos cansemos de caminhar por esta estrada, de não nos cansarmos de rejeitar esta religião da aparência, do parecer, do fingir ser... E caminhar silenciosamente fazendo o bem, gratuitamente como nós gratuitamente recebemos a nossa liberdade interior. E que Ele proteja esta liberdade interior de todos nós. Peçamos esta graça”.

(rb)



























Santa Sé: toda forma de violência contra a mulher é inaceitável


Cascos-azuis protegem mulheres no Sudão - AFP
11/10/2016 16:26

PARTILHA:




Rádio Vaticano (RV) – “É alarmante que cerca de 35% das mulheres no mundo inteiro tenha sido vítima de violência física em algum ponto da vida, principalmente violência doméstica e sexual”.


Esta foi a reação do Observador permanente da Santa Sé junto às Nações Unidas, Arcebispo Bernardito Auza, ao comentar a publicação de um relatório apresentado pelo Secretário Geral da ONU, Ban Ki-Moon nesta segunda-feira (10/10), em Nova Iorque, data que marcou o Dia Internacional da Menina.

Dom Auza destacou os progressos feitos na defesa e promoção da igualdade para as mulheres, todavia afirmou que “desafios persistentes ainda permanecem”.

Combate

“É preciso dar atenção especial para esta situação escandalosa, precisamos de medidas efetivas e programas para combater e derrotar este deplorável tipo de comportamento em relação às mulheres”, exortou o observador, e prosseguiu:

“Em um mundo onde a pobreza continua a ter principalmente uma face feminina, a promoção de economias inclusivas e equitativas pode gerar um profundo impacto para o avanço das mulheres”.

Tradição inaceitável

Dom Auza ratificou ainda a recomendação do Secretário Geral da ONU para que se dê atenção especial para as mutilações genitais femininas:

“O Papa identifica a mutilação genital feminina como um exemplo de ‘tradição inaceitável que ainda precisa ser eliminada’”.

Por fim, o arcebispo citou o trabalho de muitas instituições e organizações católicas, em particular de mulheres religiosas, que estão na linha de frente para mudar práticas culturais e “empoderar jovens meninas para resistir às violências”.

Nominalmente, foram citadas as iniciativas “Grupo Santa Marta”, “Talitha Kum” e “#EndSlavery”.

(rb)

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Papa no Angelus: depois dosanos da perseguição, a fé realizou maravilhas



Os tantos cristãos corajosos que tiveram confiança no Senhor e mantiveram-se fiéis nas adversidades” - AP
02/10/2016 10:38

PARTILHA:

Baku (RV) – Ao concluir a celebração eucarística na Igreja da Imaculada, em Baku, o Papa Francisco rezou a oração mariana do Angelus com os presentes. “Nesta Celebração Eucarística, dei graças a Deus convosco, mas também por vós: aqui, depois dos anos da perseguição, a fé realizou maravilhas”, afirmou.


“Os tantos cristãos corajosos que tiveram confiança no Senhor e mantiveram-se fiéis nas adversidades”, foram recordados pelo Santo Padre, que citando um pronunciamento de João Paulo II quando de sua visita ao país em 2002 disse: «Honra… a vós que credes!».

O Papa então dirigiu seus pensamentos à Virgem Maria, “venerada no país, não somente pelos cristãos”:

“Na luz que resplandece do rosto materno de Maria, dirijo uma cordial saudação a vós, queridos fiéis do Azerbaijão, encorajando cada um a testemunhar com alegria a fé, a esperança e a caridade, unidos entre vós mesmos e com os vossos pastores. Saúdo e agradeço, em particular, à Família Salesiana, que cuida intensamente de vós e promove várias obras beneméritas, e às Irmãs Missionárias da Caridade: continuai com entusiasmo a vossa obra ao serviço de todos!”.

O Papa concluiu o Angelus, invocando a intercessão e a proteção da Santíssima Mãe de Deus “para as vossas famílias, os doentes e os idosos, para quantos sofrem no corpo e no espírito”.

(JE)
Papa no Encontro Inter-religioso: "Somos chamados a construir juntos um futuro de paz"


A breve visita do Papa Francisco ao Azerbaijão teve um forte caráter inter-religioso. Neste sentido, este domingo teve seu ponto alto com o Encontro Inter-religioso na Mesquita H. Aliyev, de Baku, reunindo o Xeique dos muçulmanos do Cáucaso, Allahshukur Pashazadeh, e representantes das outras comunidades do país.


Antes do proferir seu discurso, o Santo Padre teve um encontro privado com o Xeique, com a troca de dons, para então encontrar os demais representantes religiosos.

Ao se pronunciar antes de Francisco, o Xeique desejou a ele, em nome seu e de todo o Azerbaijão, as mais sinceras felicitações pelo transcurso dos 80 anos, proximamente”.

Ao iniciar seu pronunciamento, o Papa destacou o grande sinal que era o encontro - em fraterna amizade - realizar-se naquele local de oração. “Um sinal que manifesta aquela harmonia que as religiões, em conjunto, podem construir, a partir das relações pessoais e da boa vontade dos responsáveis”, e da qual o Azerbaijão se beneficia, pois "é a colaboração e não a contraposição que ajudam a construir sociedades melhores", frisou o Pontífice.

O presente encontro - recordou o Papa - está em continuidade aos numerosos encontros que se realizam em Baku “para promover o diálogo e a multiculturalidade”:

“A fraternidade e a partilha que desejamos incrementar não serão apreciadas por aqueles que querem salientar divisões, reacender tensões e enriquecer à custa de conflitos e contrastes; mas são imploradas e esperadas por quem deseja o bem comum, e sobretudo são agradáveis a Deus, Compassivo e Misericordioso, que quer os filhos e filhas da única família humana unidos e sempre em diálogo entre si”.

“Abrir-se aos outros – diz Francisco - não empobrece, mas enriquece, porque nos ajuda a ser mais humanos”:

“A reconhecer-se parte ativa dum todo maior e a interpretar a vida como um dom para os outros; a ter como alvo não os próprios interesses, mas o bem da humanidade; a agir sem idealismos nem intervencionismos, sem realizar interferências prejudiciais nem ações forçadas, mas sempre no respeito das dinâmicas históricas, das culturas e das tradições religiosas”.

Para o Papa, as próprias religiões “têm a grande tarefa de acompanhar os homens em busca do sentido da vida, ajudando-os a compreender que as limitadas capacidades do ser humano e os bens deste mundo nunca se devem tornar absolutos”:

“As religiões são chamadas a fazer-nos compreender que o centro do homem está fora dele, que tendemos para o Outro infinito e para o outro que está próximo de nós. Aí o homem é chamado a encaminhar a vida rumo ao amor mais sublime e, simultaneamente, mais concreto: este não pode deixar de estar no cume de toda a aspiração autenticamente religiosa”.

As religiões, neste sentido, têm também “uma tarefa educativa: ajudar a tirar fora do homem o seu melhor. E nós, como guias, temos uma grande responsabilidade que é dar respostas autênticas à busca do homem, hoje frequentemente perdido nos paradoxos vertiginosos do nosso tempo”.

O Papa observa, que nos nossos dias avança, por um lado, “o niilismo daqueles que não acreditam em nada mais senão nos seus próprios interesses, benefícios e lucros, daqueles que jogam fora a vida acomodando-se ao ditado «se Deus não existe, tudo é permitido» e por outro, “emergem cada vez mais as reações rígidas e fundamentalistas daqueles que, com a violência da palavra e dos gestos, querem impor atitudes extremas e radicalizadas, as mais distantes do Deus vivo:

“As religiões, pelo contrário, ajudando a discernir o bem e a pô-lo em prática com as obras, a oração e o esforço do trabalho interior, são chamadas a construir a cultura do encontro e da paz, feita de paciência, compreensão, passos humildes e concretos. É assim que se serve a sociedade humana”.

A sociedade, por sua vez – chama a atenção Francisco - está sempre obrigada a vencer a tentação de se servir do fator religioso: as religiões não devem jamais ser instrumentalizadas e nunca se podem prestar a apoiar conflitos e confrontos”. Pelo contrário, “é fecunda uma ligação virtuosa entre sociedade e religiões, uma aliança respeitosa que deve ser construída e preservada”, a qual o Papa simboliza com as preciosas janelas artísticas, presentes há séculos naquelas terras, “feitas apenas de madeira e vidros coloridos (Shebeke)”, sem o uso de colas, nem pregos, “mas encaixados entre si com um trabalho longo e cuidadoso”, em que um material sustenta o outro.

“Da mesma forma – observou o Papa - é dever de cada sociedade civil sustentar a religião, que permite a entrada duma luz indispensável para viver: para isso é necessário garantir-lhe uma efetiva e autêntica liberdade”.

“Deus não pode ser invocado para interesses de parte nem para fins egoístas; não pode justificar qualquer forma de fundamentalismo, imperialismo ou colonialismo. Mais uma vez deste lugar tão significativo, levanta-se o grito angustiado: nunca mais violência em nome de Deus! Que o seu Santo nome seja adorado, e não profanado nem mercantilizado por ódios e conflitos humanos”, disse com veemência Francisco.

Oração e diálogo – dever para os cristãos e condição para a paz - estão profundamente relacionados entre si, disse o Pontífice. “Partem da abertura do coração e tendem para o bem dos outros; por isso se enriquecem e reforçam mutuamente”.

Nos passos do Concílio Vaticano II – disse o Papa – a Igreja exorta ao diálogo e colaboração com seguidores de outras religiões. “Não se trata de qualquer «sincretismo conciliador», nem de «uma abertura diplomática que diga sim a tudo para evitar problemas» mas de dialogar com os outros e rezar por todos: estes são os nossos meios para mudar as lanças em foices, para fazer surgir amor onde há ódio e perdão onde há ofensa, para não nos cansarmos de implorar e percorrer caminhos de paz”:

“Uma paz verdadeira, fundada sobre o respeito mútuo, o encontro e a partilha, sobre a vontade de ultrapassar os preconceitos e as injustiças do passado, sobre a renúncia à duplicidade e aos interesses de parte; uma paz duradoura, animada pela coragem de superar as barreiras, de debelar a pobreza e as injustiças, de denunciar e deter a proliferação de armas e os ganhos iníquos obtidos à custa da pele dos outros. A voz de demasiado sangue clama a Deus a partir do solo da Terra, nossa casa comum”.

O Papa afirmou que “somos desafiados a dar uma resposta, sem mais adiamentos, para construir um futuro de paz”:

“Não é tempo de soluções violentas e bruscas, mas o momento urgente de empreender processos pacientes de reconciliação. A verdadeira questão do nosso tempo não é como promover os nossos interesses, mas que perspetiva de vida oferecer às gerações futuras, como deixar um mundo melhor do que aquele que recebemos”.

“Deus – disse o Papa - e a própria história, interrogar-nos-ão se hoje nos gastamos pela paz; já no-lo perguntam instantemente as gerações jovens, que sonham com um futuro diferente”.

“Na noite dos conflitos que estamos a atravessar, as religiões sejam alvorecer de paz, sementes de renascimento por entre devastações de morte, ecos de diálogo que ressoam incansavelmente, caminhos de encontro e reconciliação para se chegar mesmo lá onde as tentativas das mediações oficiais parecem não ter êxito. Especialmente nesta amada região caucásica, que muito desejei visitar e à qual cheguei como peregrino de paz, as religiões sejam veículos ativos para a superação das tragédias do passado e das tensões atuais”.

Que “as riquezas inestimáveis destes países – concluiu o Papa - sejam conhecidas e valorizadas: os tesouros antigos e sempre novos de sabedoria, cultura e religiosidade dos povos do Cáucaso são um grande recurso para o futuro da região e, em particular, para a cultura europeia, bens preciosos a que não podemos renunciar”.

(JE)