segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Jubileu: veja como será registro para passar na Porta Santa

Pensando na organização do fluxo, Vaticano decidiu que fiéis que forem atravessar a Porta Santa no Jubileu da Misericórdia terão de fazer uma reserva gratuita

Da Redação, com Rádio Vaticano

Fiéis que quiserem passar pela Porta Santa durante o Jubileu da Misericórdia terão que fazer uma reserva gratuita, a fim de organizar melhor o fluxo de peregrinos. A novidade foi anunciada pelo Vaticano na última semana; o registro deve ser feito no site do Jubileu ou nos pontos de acolhida da Obra Romana de Peregrinação para que o peregrino receba o ingresso gratuito.

Porta Santa, por onde os fiéis devem passar no Jubileu da Misericórdia / Foto: Arquivo – L’Osservatore Romano

O vice-presidente do órgão, monsenhor Liberio Andreatta, explicou que os fiéis poderão acessar o site “www.im.va” e inserir no setor “registro de peregrinos” a data e o horário em que pretendem entrar na Basílica. As inscrições online serão disponibilizadas para o público o mais breve possível pelo Pontifício Conselho para a Nova Evangelização”.

“Nós, como Obra Romana de Peregrinações, abriremos uma série de pontos de acolhida nos aeroportos e nas estações ferroviárias, no centro de Roma, na Piazza Pio XII, no fim da Via da Conciliação e também no Castelo Sant’Angelo. Ajudaremos e daremos um grande apoio com as informações e o auxílio aos peregrinos para realizarem essa inscrição”.

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Monsenhor Liberio acrescentou que não existe limite de reservas, e o registro é totalmente gratuito. Quem não tem habilidade com a internet ou então decidir ir a Roma de última hora poderá se dirigir ao escritório na Via da Conciliação, nº 7, para fazer a reserva e, assim, ter acesso ao percurso. “É um escritório adaptado às exigências, às necessidades, perguntas etc., para facilitar o acesso ao percurso da Porta Santa”.

A proposta é que a passagem pela Porta Santa seja um momento de reflexão, não algo mecânico. “O Papa Francisco convida todos à prática das obras da misericórdia corporal e espiritual e, portanto, a uma conversão, a uma mudança da própria vida de maneira extraordinária e decidida”, ressaltou monsenhor Liberio.

Justamente para proporcionar esse momento de reflexão que foi pensado o esquema de reserva. “O primeiro motivo é o de fazer com que os peregrinos vivam essa experiência com serenidade, como uma experiência de fé e oração. O segundo motivo, é para evitar o fluxo desordenado de peregrinos e, além disso, também para haver a possibilidade, ao longo do percurso, de serem feitos os normais controles de segurança, evitando assim maiores dificuldades”.

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domingo, 16 de agosto de 2015

O céu começa justamente na comunhão com Jesus, diz Papa

Na oração do Angelus deste domingo, 16, o Papa Francisco comentou o discurso de Jesus sobre o Pão da Vida, proposto pelo Evangelho de São João

Da redação, com Rádio Vaticano

“O pão é realmente o seu Corpo oferecido por nós, o vinho é realmente o seu Sangue derramado por nós”. O discurso de Jesus sobre o Pão da Vida foi o tema da alocução do Papa Francisco neste domingo, 16, que precede a oração do Angelus.

“Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”. O Papa afirma que essas palavras provocaram estupor em quem o ouvia. “Jesus usa o estilo típico dos profetas para provocar nas pessoas, e também em nós, questionamentos e, no final, provocar uma decisão”.

O Pontífice prossegue fazendo algumas perguntas: “o que significa comer a carne e beber o sangue de Jesus? É só uma imagem, uma maneira de dizer, um símbolo, ou indica alguma coisa de real? Para responder, é necessário intuir o que acontece no coração de Jesus enquanto parte os pães para a multidão faminta”.

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Sabendo que deverá morrer na cruz por nós, Jesus se identifica com aquele pão partido e partilhado e isto se torna para Ele o sinal do Sacrifício que o espera. Este processo tem o seu ápice na Última Ceia, onde o pão e o vinho tornam-se realmente o seu Corpo e o seu Sangue. É a Eucaristia, que Jesus deixa com um objetivo muito preciso, para que todos possam se tornar uma só coisa com Ele.

O Papa afirma que a comunhão é assimilação e que aquele que come do Pão da Vida, se torna como Jesus. Mas isto requer sim de cada um, a adesão de fé.

O propósito dos questionamentos em relação à participação da Missa, do tipo ‘vou à Igreja quando sinto vontade’ ou, ‘rezo melhor sozinho’, o Papa alerta que a Eucaristia não é uma oração privada ou uma bonita experiência espiritual, não é uma simples comemoração daquilo que Jesus fez na Última Ceia.

“Nós dizemos, para entender bem, que a Eucaristia é memorial, ou seja, um gesto que atualiza e torna presente a morte e ressurreição de Jesus. O pão é realmente o seu Corpo oferecido por nós, o vinho é realmente o seu Sangue derramado por nós”.

Comungar com fé

O Santo Padre observa que, a Eucaristia transforma a vida de todos que comungam com fé e se alimentam de Jesus. A transforma em um dom a Deus e em um dom aos irmãos, pois é Jesus que se doa inteiramente aos seus filhos.

“Alimentar-se do Pão da Vida significa entrar em sintonia com o coração de Cristo, assimilar as suas escolhas, os seus pensamentos, os seus comportamentos. Significa entrar em um dinamismo de amor e se tornar pessoas de paz, pessoas de perdão, de reconciliação, de partilha solidária. O próprio Jesus fez isto”, observa.

Ele acrescenta dizendo que viver em comunhão real com Jesus nesta terra faz desde já, passar da morte para a vida. “O céu começa justamente na comunhão com Jesus.”

O Santo Padre recordou que neste sábado, 15, celebrou-se o mistério de Maria, que aguarda seus filhos no céu. O Pontífice pede para que ela “nos dê a graça de nutrirmo-nos sempre com a fé de Jesus, Pão da vida”.

Após o Angelus, o Papa Francisco saudou os peregrinos presentes e, em especial, dirigiu uma saudação aos numerosos jovens do movimento juvenil salesiano, reunidos em Turim nos lugares de São João Bosco para celebrar o bicentenário do seu nascimento. “Vos encorajo a viver no quotidiano a alegria do Evangelho, para gerar esperança no mundo”, afirmou.

Ao despedir-se, Francisco desejou a todos um bom domingo e pediu para que todos não se esqueçam de rezar por ele.

Leia a íntegra do Angelus com o Papa Francisco - 16/08/2015

ANGELUS
Domingo, 16 de agosto de 2015

Queridos irmãos e irmãs, bom dia!

Neste domingo a Liturgia está nos propondo, do Evangelho de João, o discurso de Jesus sobre o Pão da Vida que é ele próprio e que é também o Sacramento da Eucaristia. A passagem de hoje (João 6,51-58) apresenta a última parte de tal discurso e fala de alguns, entre as pessoas, que se escandalizam porque Jesus disse: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia”. A admiração dos ouvintes é compreensível; Jesus, de fato, usa o estilo típico dos profetas para provocar nas pessoas – e também em nós – questionamentos e, no final, provocar uma decisão. Antes de tudo, as perguntas: o que significa “comer a carne e beber o sangue” de Jesus? É só uma imagem, uma maneira de dizer, um símbolo, ou indica alguma coisa de real? Para responder, é necessário intuir o que acontece no coração de Jesus enquanto parte os pães para a multidão faminta. Sabendo que deverá morrer na cruz por nós, Jesus se identifica com aquele pão partido e partilhado e isto se torna para ele o “sinal” do Sacrifício que o espera. Este processo tem o seu ápice na Última Ceia, onde o pão e o vinho tornam-se realmente o seu Corpo e o seu Sangue. É a Eucaristia, que Jesus nos deixa com um objetivo muito preciso: que nós possamos nos tornar uma só coisa com ele. De fato, diz: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele”. O “permanecer”: Jesus em nós e nós em Jesus. A comunhão é assimilação: comendo-o, nos tornamos como ele. Mas isto requer o nosso “sim”, a nossa adesão de fé.

Às vezes se ouve, em relação à Santa Missa, esta objeção: “Mas, para que serve a Missa? Eu vou na Igreja quando sinto vontade, rezo melhor sozinho”. Mas a Eucaristia não é uma oração privada ou uma bonita experiência espiritual, não é uma simples comemoração daquilo que Jesus fez na Última Ceia. Nós dizemos, para entender bem, que a Eucaristia é “memorial”, ou seja , um gesto que atualiza e torna presente o evento da morte e ressurreição de Jesus: o pão é realmente o seu Corpo oferecido por nós, o vinho é realmente o seu Sangue derramado por nós.

A Eucaristia é Jesus mesmo que se doa inteiramente a nós. Alimentar-se dele e morar nele mediante a comunhão eucarística, se o fazemos com fé, transforma a nossa vida, a transforma em um dom a Deus e em um dom aos irmãos. Alimentarmo-nos daquele “Pão da Vida” significa entrar em sintonia com o coração de Cristo, assimilar as suas escolhas, os seus pensamentos, os seus comportamentos. Significa entrar em um dinamismo de amor e se tornar pessoas de paz, pessoas de perdão, de reconciliação, de partilha solidária. O próprio Jesus fez isto.

Jesus conclui seu discurso com estas palavras: “Quem come deste pão viverá eternamente”. Sim, viver em comunhão real com Jesus nesta terra nos faz desde já passar da morte para a vida. O céu começa justamente na comunhão com Jesus.

No céu nos espera já Maria nossa mãe – nos celebramos ontem este mistério. Que ela nos alcance a graça de nutrirmos sempre com a fé de Jesus, Pão da vida.

Após o Angelus o Papa saudou os peregrinos presentes e, em especial, dirigiu uma saudação aos numerosos jovens do movimento juvenil salesiano, reunidos em Turim nos lugares de São João Bosco para celebrar o bicentenário do seu nascimento, vos encorajo a viver no quotidiano a alegria do Evangelho, para gerar esperança no mundo”.

Ao despedir-se, como de costume, Francisco desejou a todos “um bom domingo” e pediu “por favor, não se esqueçam de rezar por mim! Um bom almoço e até logo!”.

sábado, 15 de agosto de 2015

A fé é o motivo da grandeza de Maria, diz Papa no Angelus

A Praça São Pedro presenciou um Angelus especial neste sábado, 15, por ocasião da Solenidade da Assunção de Maria, celebrada por toda a Igreja

Da redação, com Rádio Vaticano

Mesmo com o tempo instável, milhares de fiéis de diversos países foram ouvir as palavras do Papa Francisco neste sábado, 15, no primeiro Angelus, em 61 anos, rezado no Vaticano, na Solenidade da Assunção de Maria. Pela tradição, era sempre rezado em Castel Gandolfo, residência de verão dos Papas.

A passagem da visita de Maria a sua prima Isabel – trecho do Evangelho proposto pela liturgia do dia – revela, segundo o Papa, “o motivo mais verdadeiro da grandeza de Maria”: a fé. De fato, Isabel a saúda com estas palavras: “Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu”.

“A fé é o coração de toda a história de Maria; ela é fiel, a grande fiel; ela sabe – e o disse – que na história pesa a violência dos prepotentes, o orgulho dos ricos, a arrogância dos soberbos. Todavia, Maria acredita e proclama que Deus não deixa sozinhos os seus filhos, humildes e pobres, mas os socorre com misericórdia, com solicitude, derrubando os poderosos de seus tronos, dispersando os orgulhosos nas tramas de seus corações. Esta é a fé de nossa Mãe, esta é a fé de Maria!”, explicou o Papa.

Francisco explicou que o “Cântico de Nossa Senhora” deixa também intuir que se a misericórdia de Deus é o “motor da história”, então não “poderia conhecer a corrupção do sepulcro aquela que gerou o Senhor da vida”. E as ‘grandes coisas’ que Deus fez em Maria, dizem respeito também aos fiéis que creem, pois fala da vida humana e os recordam a meta que os espera: “a casa do Pai”.

“A nossa vida, vista à luz de Maria assunta ao Céu, não e uma ociosidade sem sentido, mas é uma peregrinação que, mesmo com todas as suas incertezas e sofrimentos, tem uma meta segura: a casa de nosso Pai, que nos espera com amor. É bonito pensar nisto: que nós temos um Pai que nos espera com amor e que também a nossa Mãe Maria está lá, e nos espera com amor”.

Para o Papa, Maria é sinal de consolação e de segura esperança e que, como Igreja, somos destinados a partilhar de Sua glória, “porque, graças a Deus, também nós acreditamos no sacrifício de Cristo na cruz e através do Batismo, somos inseridos em tal mistério de salvação”.

“Hoje todos juntos rezemos a ela, para que, enquanto se desvela o nosso caminho sobre a terra, ela nos dirija os seus olhos misericordiosos, ilumine o nosso caminho, nos indique a meta, e nos mostre depois deste desterro Jesus, o fruto bendito do seu ventre. Ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria!”, concluiu o Pontífice.

Praça de Seul terá placa para recordar visita do Papa

Uma placa de pedra será colocada na Praça Gwanghwamu, na capital sul-coreana, para recordar a visita que Francisco fez ao país em agosto do ano passado

Da Redação, com Radio Vaticano

Uma placa de pedra de um metro de altura e 1,70 metros de largura será colocada na Praça Gwanghwamun, em Seoul, para recordar a visita que o Papa Francisco fez à Coreia do Sul entre os dias 14 e 18 agosto de 2014. A cerimônia de inauguração será no próximo dia 23 de agosto com a presença do Cardeal Andrew Yeom Soo-jung.

A placa será colocada na parte norte da praça pouco mais de um ano da visita do Pontífice ao país. Em comunicado, a arquidiocese de Seul informa que o lugar onde Francisco celebrou a Missa de beatificação de Paul Yun Ji-chung e seus 123 companheiros mártires se tornará um local de peregrinação, simbolizando a liberdade e a igualdade.

Em sua visita de cinco dias à Coreia do Sul, Francisco deixou mensagens de paz e reconciliação, principalmente tendo em vista a situação de divisão das duas Coreias: do Norte e do Sul.

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Papa pede soluções que reforcem a paz na Colômbia

Francisco enviou uma carta para o encontro de juristas que buscam soluções para os conflitos armados na Colômbia

                           Da Redação, com Rádio Vaticano

Papa Francisco convida juristas a buscarem soluções para a paz na Colômbia / Foto: Arquivo

Termina, nesta sexta-feira, 14, o encontro de juristas que estão reunidos em Cartagena das Índias, na Colômbia, para buscar fórmulas de justiça transacional que coloquem fim ao conflito armado no país. Para a 28ª edição do encontro, o Papa Francisco enviou uma mensagem contendo um apelo para que sejam identificadas soluções que reforcem a paz na Colômbia.

A mensagem foi divulgada na quinta-feira,13, pelas autoridades colombianas, durante o encontro. Na carta, dirigida ao Presidente da Suprema Corte de Justiça, José Leonidas Bustos, Francisco ressaltou que o tema central da reunião – “Justiça transicional, paz e pós-conflito” – é de crucial importância para o futuro da Colômbia e tem um alcance que supera as próprias fronteiras nacionais.

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O Papa assegurou que acompanha os trabalhos do encontro com suas orações, para que possam contribuir com coragem e criatividade a fim de identificar soluções para alcançar a paz e colocar fim ao conflito armado que o país vive há cinquenta anos. “O encontro ajudará a construir uma sociedade cada mais inclusiva e a obter uma paz estável e duradoura”, escreveu o Papa.

Em junho passado, durante visita do presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ao Vaticano, o Pontífice havia se oferecido para desempenhar o papel que fosse necessário para colocar fim ao conflito.

O próprio presidente, cujo governo realiza diálogos de paz em Cuba desde novembro de 2012 com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) para pôr fim ao conflito armado de mais de meio século, participou do encontro e agradeceu aos juristas por abordarem esses temas.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Visita do Papa à ONU está sendo muito esperada, diz Dom Auza

Observador permanente da Santa Sé na ONU fala da expectativa para discurso do Papa e comenta como as Nações Unidas acolheram a encíclica sobre meio ambiente

Da Redação, com Rádio Vaticano em italiano

Francisco durante encontro com Ban Ki-Moon, secretário-geral da ONU, no Vaticano / Foto: Arquiro – L’Osservatore Romano

Falta pouco mais de um mês para a visita do Papa Francisco à ONU em Nova Iorque. O Santo Padre fará um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas no dia 25 de setembro. A visita está sendo muito esperada, principalmente diante do impacto que sua encíclica sobre meio ambiente – Laudato Si – está tendo na comunidade internacional.

O observador permanente da Santa Sé na ONU, Dom Bernardito Auza, cita como um indicador da grande expectativa para a visita o número de pedidos de bilhetes para participação na audiência com o Papa. “Diria que na ONU falamos disso todos os dias e já tive encontros com o Protocolo para ver como responder da melhor maneira possível a tantas expectativas e pedidos de poder ver, mesmo que de longe, o Santo Padre. Um grande acontecimento, também para a ONU”.


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O arcebispo comenta ainda a repercussão que a encíclica do Papa sobre meio ambiente teve na ONU e na comunidade internacional. O documento, diz ele, suscitou grande interesse das Nações Unidas; nas negociações intergovernamentais da agenda pós 2015 sobre desenvolvimento sustentável, muitas delegações citaram a encíclica, que foi muito bem acolhida pela ONU.


A encíclica de Francisco pede um novo modelo de desenvolvimento econômico, mais atento aos pobres e à defesa do ambiente, ligando esses dois âmbitos. O Papa chegou a receber algumas críticas por isso, mas Dom Auza contou que, escutando as intervenções de vários países-membros da Organização, percebeu uma crescente consciência sobre a importância de uma economia mais integral, como descreve o Papa.

“Esse apelo de nos afastarmos de um desenvolvimento econômico baseado apenas no PIB; esta não é uma economia que apoia o desenvolvimento sustentável; eis a força deste apelo para uma economia mais atenta aos pobres, à ecologia, é justamente o espírito que a ONU quer colocar no centro da Agenda sobre desenvolvimento sustentável até 2030”, declarou.

Em novembro, o tema do meio ambiente estará novamente no centro das atenções por ocasião da Conferência sobre Clima, a ser realizada em Paris. Dom Auza acredita que as palavras do Papa Francisco terão lugar nas decisões que serão tomadas a respeito. “Eu penso, também falando com as delegações, que a inspiração – e eu diria mesmo – a filosofia, a teologia moral que move os Estados, homens e mulheres a alcançar um acordo, o Papa já as deu nesta encíclica”.