sábado, 4 de julho de 2015

"Vaticano conclui investigação sobre milagre de Madre Teresa"

Vaticano concluiu a investigação no Brasil; agora ele será analisado por dois médicos autônomos indicados pela Congregação

Rádio Vaticano

Beata Madre Teresa de Calcutá

A Congregação para a Causa dos Santos concluiu as investigações locais sobre o possível milagre atribuído à intercessão da Beata Madre Teresa de Calcutá, para a cura inexplicável de um homem em Santos (SP), em meados de 2008.

O caso da cura milagrosa em Santos – que poderá determinar a canonização de Madre Teresa – chegou ao Vaticano no início deste ano e logo foi considerado válido por apresentar elementos contundentes para a instauração de um processo. A fase diocesana do tribunal vaticano aconteceu entre 19 e 26 de junho, na diocese de Santos.

Fatos evidentes

O Promotor de Justiça no processo local, Padre Caetano Rizzi, afirmou que tudo aconteceu muito rapidamente porque os fatos são evidentes.

“Ouvimos diversas testemunhas, ouvimos o possível miraculado. Foi um processo longo, intenso, com muitas audiências e muito trabalho. Mas a graça de Deus nos faz chegar a conclusão de que não temos aqui uma palavra para explicar o que aconteceu. Está sendo um processo muito rápido porque os fatos são evidentes”, explicou.

O delegado episcopal vaticano para o tribunal local, Monsenhor Robert Sarno, explica que agora, antes do possível milagre ser levado até o conselho médico da Congregação para a Causa dos Santos, ele precisa ser analisado por dois médicos autônomos indicados pela Congregação.

Fase Vaticana

“Eles devem emitir uma opinião se existe uma explicação científica para a imediata e instantânea cura da pessoa. Se um deles afirma que sim, então o caso vai para a análise do conselho médico da Congregação que vai avaliar o possível milagre com base nos depoimentos das testemunhas e na documentação médica do caso.”

Após esta análise, caso os médicos deem uma posição afirmativa sobre a autenticidade do milagre, o caso passa para o conselho teológico da Congregação que deverá analisar os elementos teológicos do possível milagre.

“Podemos demonstrar que, no momento em que a intercessão da Beata Madre Teresa de Calcutá foi pedida, as condições do doente mudaram inexplicavelmente? Se os teólogos apresentarem uma resposta afirmativa para esta pergunta, o caso passa para a análise dos bispos e cardeais da Congregação. Se eles considerarem que o milagre não tem explicação científica – comprovado pelos médicos e concedido por Deus por meio de Madre Teresa de Calcutá e aprovado pelo Conselho Teológico – então eles encaminha seu parecer positivo ao Papa que é o único que tem autoridade para julgar o caso”.

"Em 1º discurso como Papa emérito, Bento XVI fala sobre música"

Bento XVI explicou que a música ocidental é única e incomparável com outras culturas, e citou como exemplo, Bach, Händel, Mozart, Beethoven e Bruckner

Da redação, com Rádio Vaticano

Neste sábado, 4, pela primeira vez desde que se tornou Papa emérito, em 28 de fevereiro de 2013, a voz de Bento XVI voltou a ser registrada oficialmente.

Bento XVI agradeceu, na Residência Pontifícia de Castel Gandolfo, ao Cardeal-arcebispo de Cracóvia, Dom Stanisław Dziwisz, que lhe conferiu dois títulos de doutorado “honoris Causa” em nome dos reitores da Academia Musical de Cracóvia e da Pontifícia Universidade João Paulo II, instituída por Bento XVI em 19 de junho de 2009.

Esta representação, disse o Cardeal Dziwisz, “representa a gratidão destas duas instituições pela grande estima que Bento XVI sempre nutriu para com São João Paulo II. Em segundo lugar, pelo seu serviço Pontifício e pela grande herança da sua doutrina e benevolência”.

Papa emérito lembra São João Paulo II

Por sua vez, o Papa emérito expressou seu vivo apreço e reconhecimento pela Condecoração a ele conferida, que reforça sua profunda ligação com a Polônia, pátria do grande Santo João Paulo II, do qual foi íntimo por longos anos de colaboração.

“Sem ele, o meu caminho espiritual e teológico nem pode ser imaginado. Com o seu exemplo vivo, ele nos ensinou que a alegria da grande música sacra pode caminhar de mãos dadas com a participação comum da sacra liturgia, como também a alegria solene e a simplicidade da humilde celebração da fé”.

A música para Bento XVI

Bento XVI perguntou: “O que é, enfim, a música? De onde provém e para onde leva?” E respondeu focalizando três fontes da música: a experiência do amor, a experiência da tristeza e o encontro com o divino. A poesia, o canto e a música nasceram da dimensão do amor, de uma nova dimensão da vida e de um toque amoroso de Deus.

E acrescentou: “A qualidade da música depende da pureza e da grandeza do encontro com o divino, com a experiência do amor e da dor. Quanto mais esta experiência for pura e verdadeira, tanto mais pura e grande será a música, que dela nasce e se desenvolve”.

O Papa emérito falou também de sua experiência pessoal, afirmando que “no âmbito das culturas e das religiões mais diferentes encontramos uma grande arquitetura, pinturas e esculturas, mas também uma grande música. Contudo, em nenhum outro âmbito cultural há uma grandeza musical que possa se comparada com aquela nascida no âmbito da fé.”

Música e Igreja

Bento XVI explicou que a música ocidental é única e incomparável com outras culturas, e apresentou como exemplo, Bach, Händel, Mozart, Beethoven, Bruckner.

“A música ocidental supera sobremaneira o âmbito religioso e eclesial. Todavia, ela encontra a sua fonte mais profunda na liturgia e no encontro com Deus. A resposta da grande e pura música ocidental desenvolveu-se no encontro com Deus, que, na liturgia, se torna presente em Jesus Cristo”.

Bento XVI concluiu seu pronunciamento dizendo que as duas universidades, que lhe conferiram este doutorado “honoris causa” representa uma contribuição essencial, para que o grande dom da música, que provém da tradição da fé, não se dissipe

"Papa saúda antecipadamente fiéis do Equador, Bolívia e Paraguai"

O Papa Francisco exprimiu sua simpatia e boa vontade, dedicando como sempre sua visita aos mais desfavorecidos

Da redação, com Rádio Vaticano

De 5 a 13 de julho o Papa Francisco visitará três países da América Latina, sendo eles Equador, Bolívia e o Paraguai. Ele voará até as periferias do continente da esperança e como quem, às vésperas de uma viagem em que encontrará tantas pessoas, prova o desejo forte de passar algum tempo com elas para compartilhar as suas preocupações, a sua proximidade e confirmá-los na fé.

O Pontífice, em um vídeo mensagem, saudou antecipadamente os fiéis, exprimindo sua simpatia e boa vontade, dedicando, como sempre, sua visita aos mais desfavorecidos.

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“Meu desejo é estar com vocês, compartilhar suas preocupações, manifestar-lhes o meu afeto e proximidade e alegrar-me também”, afirmou. De modo especial, a intenção de Francisco é manifestar a ternura e a carícia de Deus aos filhos mais necessitados, aos idosos, enfermos, encarcerados, pobres e aos que são vítimas desta cultura do descarte.

O Santo Padre fez um convite a descobrir o rosto de Jesus em cada irmão e irmã. “Basta fazer-se próximo”, exortou. Ainda na mensagem, Francisco recordou aos fiéis das “três nações irmãs” que a fé que todos compartilham é fonte de fraternidade e solidariedade, constrói povos, forma família, fomenta a concórdia e alenta o desejo e o compromisso pela paz.

Sua invocação final foi um pedido para que todos unam suas orações às dele, para que o anúncio do Evangelho chegue às periferias mais distantes.

Viagens do Papa

Esta é a 9ª viagem internacional de Bergoglio, que retorna à sua amada América Latina. Francisco se sentirá ainda mais à vontade, porque seus anfitriões falam o seu idioma, o espanhol.

Portanto, se pode imaginar que teremos surpresas nos seus discursos com improvisações. Francisco já nos acostumou a pérolas de sabedoria e “metáforas do dia a dia”, para comunicar a sua mensagem. Agora falando na sua língua mãe, certamente haverá surpresas neste sentido.

Durante a semana em que estará fora do Vaticano, Francisco presidirá cinco Missas, pronunciará 22 discursos, encontrará os presidentes dos três países, os bispos, a sociedade civil e os consagrados. No Equador, uma atenção especial será reservada aos idosos; na Bolívia, aos detentos e aos movimentos populares; no Paraguai, às crianças, aos pobres e aos jovens.

Os três países

Os três países que acolhem Francisco fizeram um trabalho de grande preparação para receber o ilustre hóspede, seja logístico, seja espiritual. Um caminho permeado pela alegria. O desejo é que o povo destas terras, como também de outras partes da América Latina e do mundo possam acolher esta visita do Santo Padre como uma oportunidade de encontro, mas também de atenção para com os povos que ainda devem superar tantas dificuldades.

Povos que ainda devem crescer na dignidade, na superação dos limites, das crises e das injustiças por que passam, mas que olham com esperança para o futuro. É sobre esse futuro, fundado em uma fé sólida que Francisco chamará a atenção.

O tema da alegria é central nesta viagem aos três países latino-americanos: o Santo Padre quer ir a esses três países “da periferia” para estar próximo desses irmãos, ouvir suas preocupações, mas também, como disse, levar a alegria do Evangelho.

De fato, o Equador tem como lema desta viagem “Evangelizar com alegria”, a Bolívia “Com Francisco anunciamos a alegria do Evangelho”, e o Paraguai “Mensageiro da alegria e da paz”. É evidente a presença da Evangelii Gaudium, a alegria de anunciar o Evangelho nos logotipos e lemas.

"Ninguém faz parte da RCC, ela faz parte de nós, afirma Papa"

“Ninguém faz parte da Renovação, mas ela faz parte de nós, com o pacto de que aceitemos a graça que nos oferece”, diz Papa em encontro com carismáticos

Da redação, com Rádio Vaticano

Cerca de 30 mil membros da Renovação Carismática encontraram-se com o Papa Francisco na tarde desta sexta-feira, 3, na Praça São Pedro, em Roma.

No início do encontro, diante da multidão e de diversos representantes de algumas Confissões Religiosas, o Santo Padre fez a seguinte oração:

“Senhor, enviai-nos o Espírito Santo, para que nos ensine tudo aquilo que Jesus nos transmitiu; dai-nos a memória daquilo que ele nos disse. Pai, enviai-nos o Espírito Santo, que Jesus nos prometeu. Ele nos guiará rumo à unidade. Jesus, Senhor, vós pedistes para todos nós a graça da unidade, nesta Igreja que é vossa e não nossa. A história nos dividiu. Jesus, ajudai-nos a caminhar na estrada da unidade ou desta diversidade reconciliada. Senhor, vós cumpris sempre o que prometestes. Dai-nos a unidade todos os cristãos. Amém!”

Após ouvir os diversos testemunhos e experiências, de alguns membros da Renovação Carismática, o Papa recordou, inicialmente, as palavras do cardeal Léon-Joseph Suenens, grande promotor, protetor e incentivador da Renovação Carismática, que a definiu como “fluxo de graça”.

No entanto, o Papa disse que foi um grande erro chamar a Renovação Carismática como um Movimento, “porque ele não tem um fundador, mas inclui uma grande variedade de realidades”. E acrescentou:

“É uma corrente de graças, um sopro renovado do Espírito a todos os membros da Igreja, leigos, religiosos, sacerdotes e bispos. É um desafio para todos nós. Ninguém faz parte da Renovação, mas ela faz parte de nós, com o pacto de que aceitemos a graça que nos oferece. Esta obra soberana do Espírito suscitou homens e mulheres renovados, depois de terem recebido a graça no Batismo, no Espírito, deram vida a associações, comunidades ecumênicas, escolas de formação e de evangelização, congregações religiosas, comunidade de ajuda aos pobres e necessitados”.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

"Documentário fala sobre países que receberão o Papa em julho"

Documentário preparado pela Rádio Canção Nova conta um pouco da história e da fé de cada país que receberá o Papa neste mês

Da redação, com Rádio Canção Nova

Equador, Bolívia e Paraguai: esses serão os destinos do Papa Francisco em sua segunda visita à América Latina. Entre os dias 5 e 12 de julho, o Pontífice fará sua nona viagem internacional e a primeira a países de seu idioma.

A América Latina foi o primeiro destino de Francisco como Papa. Mas a visita a um país latino-americano era para ser do então Papa Bento XVI, porém, com a renúncia, coube a Francisco participar da Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, em 2013.

Já se passaram dois anos, desde esse encontro com os jovens de várias partes do mundo. Um evento histórico, que levou mais de 3,5 milhões de pessoas à praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

O sucesso da JMJ aumenta a expectativa para a visita do Papa Francisco ao continente Sul Americano. Mas desta vez, Francisco não vai encontrar somente os jovens. Ele quer ir além!



"Francisco: quarto Papa que visita a América Latina"

Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI também visitaram a América Latina; será a segunda viagem do Papa Francisco ao continente onde nasceu

Da redação, com Rádio Vaticano

O Papa Francisco será o quarto Pontífice que realizará viagem pastoral à América Latina, após Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI. Para o argentino Bergoglio, será a segunda viagem ao continente onde nasceu, após a JMJ realizada no Rio de Janeiro em 2013, poucos meses após sua eleição à Cátedra de Pedro.

Paulo VI

As viagens dos Pontífices ao continente latino-americano foram inauguradas por Paulo VI em 1968, ao visitar a Colômbia, para abrir em Bogotá, em agosto, a II Conferência Geral do Episcopado da América Latina e Caribe (CELAM).

João Paulo II

João Paulo II, seu sucessor, esteve em 18 oportunidades na América Latina, visitando praticamente todos os países do continente. “A América Latina é um continente jovem e cheio de esperança, no qual não faltam gritantes contrastes que impõe aos setores menos favorecidos da população o preço de intoleráveis custos sociais”, disse o Papa João Paulo II. Em 1998, esteve em Cuba como “Mensageiro da Verdade e da Esperança”.

Em três destas oportunidades, o Papa polonês esteve no Brasil. A primeira foi em 1980, quando percorreu 13 cidades em 12 dias. A segunda, entre 12 e 21 de outubro de 1991, quando visitou 10 capitais e beatificou Madre Paulina. Por fim, em outubro de 1997, quando permaneceu quatro dias no Rio de Janeiro para participar do II Encontro Mundial das Famílias. Sua última viagem ao continente latino-americano foi em 2002, três anos antes de sua morte.

Bento XVI

Bento XVI, por sua vez, realizou duas viagens ao continente com o maior número de católicos, sendo a primeira em 2007, ao Brasil, dois anos após ser eleito Pontífice. México e Cuba foram os destinos da segunda e última viagem, realizada entre 23 e 28 de março de 2012.

Ratzinger foi a Cuba como “Peregrino da Caridade”. Encontrou Fidel Castro, deixou mensagens em defesa da liberdade, pediu maior espaço para a Igreja e condenou o embargo estadunidense à Ilha. “Que Cuba seja a casa de todos e para todos os cubanos”, afirmou em seu discurso ao despedir-se de Havana.

Francisco

Como primeiro latino-americano a guiar a Igreja Católica, o Papa Francisco considerou sua viagem ao Brasil, entre 22 e 29 de julho de 2013, como “um grande presente” de Bento XVI, que havia apresentado sua demissão em 11 de fevereiro e era esperado para presidir a JMJ.

Em sua visita de sete dias, o Papa celebrou no Santuário Nacional de Aparecida, visitou favelas, encontrou o episcopado latino-americano e milhares de jovens de todo o mundo nas areias de Copacabana. No “continente da esperança”, Bergoglio fez um chamado à Igreja para ser “agente de mudança social para um novo mundo”.

Nesta sua segunda viagem à América Latina, o Papa Francisco visitará Equador, Bolívia e Paraguai, países que buscam um caminho de desenvolvimento que supere as enormes desigualdades existentes na região.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

A imprensa internacional ficou agitada com a expectativa para o anúncio da retomada das relações diplomáticas entre Cuba e EUA
Da redação, com Rádio Vaticano

Nesta quarta-feira, 1, a expectativa para o anúncio da concreta retomada das relações diplomáticas entre Cuba e EUA, rompidas em 1961, agitaram a imprensa internacional. Com isso, durante a Viagem Apostólica a Cuba e aos Estados Unidos, em setembro, o Papa Francisco poderá encontrar já reabertas as embaixadas dos respectivos países em Havana e Washington.

Contudo, o embargo econômico, só poderá ser cancelado por meio de uma decisão do Congresso estadunidense. Barack Obama visitou o Papa no Vaticano em março do ano passado e, na ocasião, teria informado Francisco sobre uma comissão que, em 2013, teria dado início ao processo de reaproximação entre os dois países.

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O Pontífice, então, desempenhou um papel fundamental no processo de normalização das relações entre os dois países, como reconheceram Obama e o Presidente cubano, Raúl Castro, ao anunciar, em dezembro passado, o acordo histórico para a restauração das relações diplomáticas bilaterais.

Em um histórico discurso, Raúl Castro anunciou o descongelamento das relações com Washington 55 anos após a revolução. Castro agradeceu “ao Vaticano, e em particular ao Papa Francisco, pelo apoio dado às negociações” que levaram à reaproximação com os Estados Unidos.