segunda-feira, 27 de março de 2017


Bispos do Canadá ao Papa: diálogo ecumênico para melhor convivência entre os povos


A audiência no Vaticano foi em visita ad Limina - AFP
27/03/2017 16:54

PARTILHA:




Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã desta segunda-feira (27), o Papa Francisco recebeu em visita ad Limina, no Vaticano, os bispos da Conferência Episcopal do Canadá Ocidental.

Muitos são os desafios sociais e as problemáticas pastorais para Igreja católica naquele país, nos últimos anos, um dos mais secularizados ao mundo e entre aqueles mais avançados na legitimação de práticas controversas que interpelam questões éticas como a reprodução assistida, a clonagem humana, a eutanásia e o suicídio assistido.

O comprometimento dos bispos sobre tantas temáticas abertas é grande para levar a mensagem evangélica ao coração de cada pessoa. A Igreja canadense é assídua sobre argumentos como a paz no mundo, o desarmamento, o desenvolvimento sustentável e a proteção do ambiente, a justiça social, a defesa das populações indígenas, dos imigrantes e refugiados, de todos os excluídos da sociedade.

Entre os temas mais dolorosos levantados em questão durante o encontro com o Pontífice, aquele sobre os casos de abusos e maus tratos às crianças, ocorridos no passado e que a Igreja canadense reconheceu e pediu perdão.

Na audiência com o Papa, os bispos também abordaram o profícuo diálogo ecumênico e inter-religioso em defesa dos princípios da solidariedade e da convivência dos povos, visto o recente ataque à mesquita de Quebec e as medidas restritivas de migração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

A população, de 35 milhões de habitantes, é um mosaico de povos de diversas origens, agrupados em duas áreas culturais e linguísticas, ligadas à sua colonização: o país é bilíngue e multicultural, com o inglês e o francês como línguas oficiais. Historicamente influenciada, 40% são batizados católicos, um outro terço é de protestantes; os muçulmanos são 2%, seguidos de hebreus, budistas e hindus com 1% cada um. O Canadá é o segundo maior país do mundo, superado apenas pela Rússia, e um dos mais desenvolvidos do planeta. (AC)


Justiça e Paz: com direitos humanos, combater desconfortos e medos


Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela ONU em 10 de dezembro de 1948 - EPA
10/12/2016 14:46

PARTILHA:




Cidade do Vaticano (RV) - Vivemos num mundo cheio de dificuldades em âmbito político, econômico, social e cultural. Cada vez mais pessoas se sentem inseguras” e do desconforto surge o medo. Neste Dia Internacional dos Direitos Humanos – celebrado este sábado, 10/12 –, a rede europeia das comissões nacionais católicas de Justiça e Paz recorda que “os instrumentos para combater as dificuldades e os medos são os direitos humanos”, que, porém, “não são assegurados e garantidos para sempre; todos os dias é preciso lutar por eles”.
 


Defender a abolição da pena de morte e tutelar a segurança

Nesta fase histórica – afirma numa mensagem reportada pela agência Sir –, defendê-los significa em particular apoiar “a abolição universal da pena de morte” e tutelar “o direito à liberdade e à segurança; à liberdade de expressão e de religião; o direito de migração e de asilo ou de proteção em caso de expulsão e de extradição; o respeito pela diversidade cultural e religiosa; e o desenvolvimento integral sustentável”.

Não à discriminação

À distância de 68 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos adotada pela ONU em 10 de dezembro de 1948, a rede europeia das comissões nacionais católicas de Justiça e Paz quer neste Dia Internacional dos Direitos Humanos renovar seu compromisso a “combater a discriminação, em particular a discriminação múltipla, as escravidões modernas, todas as formas de racismo e de ódio verbal, sobretudo nas redes sociais” e adverte:

“Aceitar as transgressões por parte de alguns atores públicos corre o risco de abrir a porta à intolerância ou até mesmo a crimes de ódio”. Os direitos humanos são “indivisíveis”, recorda a associação, e devem garantir dignidade “aos indivíduos e às comunidades”. “O atual clima de medo requer que continuemos levando adiante nossos compromissos.” (RL)


    Papa Francisco com os líderes da União Europeia - REUTERS
    24/03/2017 20:04

    PARTILHA:




    Cidade do Vaticano (RV) - O Papa Francisco recebeu na tarde desta sexta-feira (24/03), no Vaticano, os Chefes de Estado e de Governo da União Europeia por ocasião do 60° aniversário dos Tratados de Roma. 

    Os Tratados de Roma, assinados em 25 de março de 1957, na capital italiana, fazem referência à constituição da Comunidade Econômica Europeia (rebatizada nos Anos 90 como União Europeia), e à Euratom, a Comunidade Europeia da Energia Atômica (hoje autônoma). A assinatura dos Tratados representou um marco na história geopolítica do mundo, por culminar de um processo pós-Segunda Guerra Mundial que deixou a Europa econômica e politicamente destruída.

    “Voltar a Roma após sessenta anos, não pode ser apenas uma viagem de recordações. É preciso identificar-se com os desafios de então para enfrentar aqueles de hoje e de amanhã. Não se pode compreender o tempo em que vivemos sem o passado, entendido não como um conjunto de acontecimentos distantes, mas como a linfa vital que se destaca no presente”, disse Francisco em seu discurso.



    Futuro melhor

    Depois dos anos obscuros e cruentos da Segunda Guerra Mundial, os líderes da época acreditaram na possibilidade de um futuro melhor. 

    Os Pais fundadores nos recordam que a Europa não é um conjunto de regras a serem observadas, nem um prontuário de protocolos e procedimentos a serem seguidos. Ela é uma vida, um modo de conceber o homem, a partir da sua dignidade transcendente e inalienável, e não apenas um conjunto de direitos a serem defendidos ou de pretensões a serem reivindicadas. 

    Roma, com a sua vocação de universalidade, é o símbolo desta experiência e, por isso, foi escolhida como lugar da assinatura dos Tratados, porque aqui “foram lançadas as bases políticas, jurídicas e sociais da nossa civilização”.

    Solidariedade

    “O primeiro elemento da vitalidade europeia é a solidariedade. Este espírito é muito necessário, hoje, diante dos impulsos centrífugos, como também da tentação de reduzir os ideais básicos da União às necessidades produtivas, econômicas e financeiras.

    Em um mundo, que conhecia bem o drama dos muros e as divisões, era bem evidente a importância de trabalhar por uma Europeia unida e aberta e o desejo comum de remover aquela barreira inatural que, do Mar Báltico ao Adriático, dividia o continente. Quanto esforço para abater aquele muro! Não obstante, hoje, perdeu-se a memória daquele esforço. Perdeu-se até a consciência do drama das famílias separadas, da pobreza e da miséria que aquela divisão provocou. Onde as gerações tinham a ambição de ver abatidos os sinais de inimizade forçada, agora se discute como excluir os “perigos” do nosso tempo, a partir da longa fila de mulheres, homens e crianças, em fuga da guerra e da pobreza, que pedem somente a possibilidade de um futuro para si e para seus entes queridos.

    Para os Pais fundadores era clara a consciência de se fazer parte de uma obra comum, que não ia apenas além dos confins dos Estados, mas também daqueles do tempo, a ponto de unir as gerações entre si, todas igualmente partícipes da construção da Casa comum.

    Crise entre as instituições

    Nos últimos sessenta anos, o mundo mudou muito. 

    Uma crise econômica, que se destacou no último decênio; uma crise familiar e de modelos sociais consolidados; uma difundida “crise entre as instituições” e a crise dos migrantes: tantas crises que ocultam o medo e o extravio profundo do homem contemporâneo, que exige uma nova hermenêutica para o futuro. 

    Este, portanto, é um tempo de discernimento, que nos convida a avaliar o essencial e a construir sobre ele: logo, é um tempo de desafios e de oportunidades.

    “O que os Pais fundadores nos deixaram? As respostas podem ser encontradas nos pilares sobre os quais eles quiseram edificar a Comunidade Econômica Europeia: Centralidade do homem, solidariedade concreta, abertura ao mundo, busca da paz e do desenvolvimento, abertura ao futuro. Quem governa tem a tarefa de discernir os caminhos da esperança”, frisou o Papa.

    Espírito de família

    A Europa reencontra esperança quando o homem é o centro e o coração das suas instituições. 

    Afirmar a centralidade do homem significa também reencontrar o espírito de família, em que cada um contribui livremente segundo as próprias capacidades e dotes, à casa comum. É oportuno ter presente que a Europa é uma família de povos e - como em toda boa família - existem susceptibilidades diferentes, mas todos podem crescer na medida em que se está unido. A União Europeia nasce como unidade das diferenças e unidade nas diferenças. As peculiaridades não devem por isto assustar, nem se pode pensar que a unidade seja preservada da uniformidade. Ela é antes a harmonia de uma comunidade.

    A Europa reencontra esperança na solidariedade, que é também o mais eficaz antídoto aos populismos modernos.

    A solidariedade não é somente um bom propósito: é caracterizada por fatos e gestos concretos, que aproximam ao próximo, em qualquer condição este se encontre. Ao contrário, os populismos nascem precisamente do egoísmo, que fecha em um círculo restrito e sufocante e que não permite de superar o limite dos próprios pensamentos e "olhar além". É preciso recomeçar a pensar de modo europeu, para esconjurar o perigo oposto de uma cinzenta uniformidade, ou mesmo o triunfo dos particularismos.

    A Europa reencontra esperança quando não se fecha no medo de falsas seguranças.

    Não se pode limitar em administrar a grave crise migratória destes anos como se fosse somente um problema numérico, econômico ou de segurança. A questão migratória coloca uma pergunta mais profunda, que é antes de tudo cultural. Qual cultura propõe a Europa hoje? O medo que frequentemente se adverte encontra, de fato, na perda dos ideais, a sua causa mais radical. Sem uma verdadeira perspectiva ideal se acaba por ser dominados pelo temor que o outro nos prive dos hábitos consolidados, nos prive dos confortos adquiridos, coloque em discussão um estilo de vida feito muito frequentemente somente de bem-estar material. Pelo contrário, a riqueza da Europa sempre foi a sua abertura espiritual e a capacidade de colocar-se perguntas fundamentais sobre o sentido da existência.

    A Europa reencontra esperança quando investe no desenvolvimento e na paz. O desenvolvimento não é dado por um conjunto de técnica produtivas.

    "O desenvolvimento é o novo nome da paz", afirmava Paulo VI, pois não existe verdadeira paz quando existem pessoas marginalizadas ou obrigadas a viver na miséria. Não existe paz onde falta trabalho ou a perspectiva de um salário digno. Não existe paz nas periferias das nossas cidades, nas quais se dissemina droga e violência.

    Abertura ao futuro

    A Europa reencontra esperança quando se abre ao futuro. Quando se abre aos jovens, oferecendo a eles perspectivas sérias de educação, reais possibilidades de inserção no mundo do trabalho. Quando investe na família, que é a primeira e fundamental célula da sociedade. Quando respeita a consciência e os ideais de seus cidadãos. Quando garante a possibilidade de fazer filhos, sem o medo de não poder mantê-los. Quando defende a vida em toda a sua sacralidade”.

    No geral aumento da perspectiva de vida, sessenta anos são hoje considerados o tempo da plena maturidade. Uma idade crucial na qual mais uma vez se é chamados a colocar-se em discussão. Também a União Europeia é chamada hoje a colocar-se em discussão, a cuidar das inevitáveis doenças que vem com os anos e a encontrar percursos novos para prosseguir o próprio caminho. À diferença, porém, de um ser humano de sessenta anos, a União Europeia não tem diante de si uma inevitável velhice, mas a possibilidade de uma nova juventude. 

    (JE/MT)

    Bispos de El Salvador: convite ao Papa para canonizar Romero no país


    "Convidamos a ir ao país em 15 de agosto, dia do centenário do nascimento", disse Dom José - EPA
    20/03/2017 16:55

    PARTILHA:




    Cidade do Vaticano (RV) – Na manhã desta segunda-feira (20), em visita ad Limina, o Papa Francisco recebeu os bispos de El Salvador. Entre os temas colocados em pauta, a canonização de Dom Óscar Romero, assassinado em 24 de março de 1980 durante a guerra civil salvadorenha, enquanto celebrava missa na capela do Hospital Divina Providência. Em agosto deste ano será lembrado o aniversário de 100 anos do seu nascimento e a comunidade daquele país espera que a canonização possa acontecer ainda neste ano.


    O arcebispo de San Salvador e presidente da Conferência Episcopal, Dom José Luis Escobar Alas, esteve presente na audiência com o Papa e comentou como procede a causa de Romero.

    Dom José - "Em 28 de fevereiro concluímos a investigação do processo para o milagre. Gostaríamos que o Papa canonizasse Romero em El Salvador e o convidamos a ir ao país em 15 de agosto, dia do centenário do seu nascimento. Talvez, se a Divina Providência quiser, o milagre será aprovado pela Santa Sé e o Papa deverá canonizá-lo em 15 de agosto. Seria uma bênção muito grande para nós! Gostaríamos também que fosse beatificado o Pe. Rutilio Grande, o sacerdote jesuíta que morreu mártir, como Romero, em 1977. A fase diocesana da sua causa de beatificação terminou no ano passado e a documentação já chegou na Congregação para as Causas dos Santos."

    Em El Salvador, mais de 90% da população é cristã. Segundo Dom José, essa característica junto à história dos mártires fizeram crescer as vocações, do diaconato e dos catequistas:

    Dom José - “À diferença de outros países que não têm muitas vocações, nós temos muitas. É um fenômeno interessante. A fé e a participação dos fiéis está aumentando. Devemos reconhecer, entretanto, que existe um número significativo de católicos que entraram em novos movimentos religiosos, que estão efetivamente em aumento. Vivemos essa situação e seria injusto não falar, mas somos otimistas.”

    Entre outros desafios pastorais da Igreja de El Salvador, segundo o arcebispo, está “a defesa da vida, em sentido amplo como justiça, verdade e paz numa sociedade marcada pela violência”.

    Dom José - “Escrevemos uma carta pastoral dedicada exatamente ao tema da violência. No documento, expressamos o nosso ponto de vista com uma análise histórica que evidencia como, infelizmente, o país tenha sofrido violência dos tempos da Conquista até o conflito armado do final do século passado, que terminou com um acordo de paz que não foi plenamente respeitado. Não foi uma verdadeira justiça, mas uma lei de anistia inapropriada, ilegítima, que escondeu tudo, inclusive os crimes contra a humanidade.”

    Paralelamente surgiu o fenômeno dos grupos violentos, o crime organizado, o narcotráfico, “um problema de exclusão social e de idolatria do dinheiro. Não se trata de uma luta pelos ideais, mas de uma busca ao poder e, para isso, não existem nem mesmo princípios”, explicou Dom José, ao abordar, inclusive, como enfrentar o problema do ponto de vista pastoral.

    Dom José - “Acreditamos que a solução seja criar um ambiente favorável. A violência não é uma causalidade: existe uma causa e é a pobreza. As regiões mais pobres do país são as mais violentas, aquelas que a sociedade abandonou. Por isso é importante que o governo e a sociedade inteira focalizem a atenção sobre essa realidade e criem realmente oportunidades de estudo para os jovens e de trabalho para os adultos.”

    O problema de base, então, que é também o econômico, é sempre o mesmo: “a miséria e a impossibilidade de prosseguir” que também gera o fenômeno migratório, afirmou o arcebispo.

    Dom José - “Quando uma parte da família emigra, a unidade familiar é rompida e as consequências são terríveis. Junto a isso se soma a problemática nos Estados Unidos: como sabemos, com o novo governo e o novo presidente americano se criou um clima de inquietude e de temor pelas deportações. Os nossos países não têm condições de repatriar todos os nossos compatriotas. Seria um desastre para eles e para aqueles que acolherão. Certamente, como Igreja, estamos com os braços abertos e vamos trabalhar sem cansar para os nossos irmãos.”

    Nesta terça-feira (21), os bispos de El Salvador participarão da missa do Papa na capela da Casa Santa Marta, no Vaticano. (AC)

    quarta-feira, 22 de março de 2017


    Papa concede Ano Jubilar com Indulgência Plenária ao Santuário de Fátima


    2017, 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima - AFP
    06/01/2017 16:53

    PARTILHA:




    Fátima (RV)– O Papa Francisco concedeu ao Santuário de Fátima um Ano Jubilar, no contexto dos 100 anos das Aparições de Nossa Senhora, com Indulgência Plenária até 26 de novembro.




    Confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Santo Padre”, são as condições para que os fiéis “penitentes e animados de caridade” obtenham a Indulgência Plenária concedida pelo Santo Padre.

    Segundo o site da Diocese Leiria-Fátima, poderão obter a Indulgência “os fiéis que visitarem em peregrinação o Santuário de Fátima e aí participarem devotamente em alguma celebração ou oração em honra da Virgem Maria, rezarem a oração do Pai-Nosso, recitarem o símbolo da fé (Credo) e invocarem Nossa Senhora de Fátima”

    A mesma graça poderá ser obtida pelos fieis piedosos que “visitarem com devoção uma imagem de Nossa Senhora de Fátima exposta solenemente à veneração pública em qualquer templo, oratório ou local adequado, nos dias das aparições aniversárias (dia 13 de cada mês, de maio à outubro de 2017), e ali participarem devotamente em alguma celebração ou oração em honra da Virgem Maria, rezarem a oração do Pai - Nosso, recitarem o símbolo da fé (Credo) e invocarem Nossa Senhora de Fátima.

    Aos fiéis que, “pela idade, doença ou outra causa grave, estejam impedidos de se deslocarem, se, arrependidos de todos os seus pecados e tendo firme intenção de realizar, assim que lhes for possível, as três condições abaixo indicadas, frente a uma pequena imagem de Nossa Senhora de Fátima, nos dias das aparições se unirem espiritualmente às celebrações jubilares, oferecendo com confiança a Deus misericordioso através de Maria as suas preces e dores, ou os sacrifícios da sua própria vida”.

    Para obter a indulgência plenária, os fiéis, verdadeiramente penitentes e animados de caridade, devem cumprir ritualmente as seguintes condições: confissão sacramental, comunhão eucarística e oração pelas intenções do Santo Padre.

    De acordo com o Direito Canônico, para alcançar a indulgência, que pode ser parcial ou plenária - conforme liberta parcial ou totalmente da sanção devida pelos pecados - requer-se, além da exclusão de qualquer apego ao pecado, o cumprimento da obra prescrita pela Igreja, os Sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia, bem como a oração pelas intenções do Papa.

    (JE com Agência Ecclesiae)

    Os Papas e Portugal, uma relação que vem de longe


    Francisco será o quarto Papa a visitar Portugal - RV
    21/03/2017 10:31

    PARTILHA:




    Lisboa (RV) – Com a viagem a Fátima nos dias 12 e 13 de maio, Francisco será o quarto Pontífice a visitar Portugal, depois de Paulo VI (1967), João Paulo II (1982, 1991 e 2000) e Bento XVI (2010).

    Pio XI

    A relação dos Papas com o Santuário português teve início em 1929, com a bênção de Pio XI a uma imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima para a capela do Pontifício Colégio Português de Roma.

    Pio XII

    No pontificado seguinte, Pio XII assumiu Fátima como um acontecimento de toda a Igreja e em 31 de outubro de 1942, consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria, em plena II Guerra Mundial; o Santuário assinala, ainda hoje, o encerramento do Ano Santo em 13 de outubro de 1951.

    João XXIII

    São João XXIII visitou Fátima no dia 13 de maio de 1956, quando era Patriarca de Veneza. As viagens internacionais dos Papas modernos são uma novidade que remonta à segunda metade do século XX, com o pontificado de Paulo VI (1897-1978).

    Portugal entraria na rota das visitas apostólicas logo na quinta viagem deste Pontífice italiano, em 13 de maio de 1967, por ocasião do 50º aniversário das aparições marianas, reconhecidas pela Igreja Católica, na Cova da Iria.

    Paulo VI

    Paulo VI quis ir pessoalmente a Fátima como peregrino, em 13 de maio de 1967, ficando alojado na então Diocese de Leiria (hoje Leiria-Fátima). Além da homilia na missa de 13 de maio, no 50º aniversário das Aparições, Paulo VI teve outros seis pronunciamentos.

    João Paulo I

    João Paulo I esteve em Portugal como Patriarca de Veneza em julho de 1977, passando por Fátima e encontrando-se com a Irmã Lúcia.

    João Paulo II

    São João Paulo II, que em 13 de maio de 1981 tinha sido ferido a tiros em atentado na Praça de São Pedro, foi à Cova da Iria um ano depois, agradecer a intercessão de Nossa Senhora de Fátima para sua recuperação.

    Passou ainda por Lisboa, Vila Viçosa, Coimbra, Braga e Porto, ao longo de quatro dias (12-15 de maio), proferindo um total de 22 pronunciamentos.
    O Papa polonês voltou a Portugal nove anos depois: em 10 maio de 1991, João Paulo II celebrou missa no Estádio do Restelo e viajou depois para Açores e Madeira, antes de deter-se no Santuário de Fátima nos dias 12 e 13 maio.

    Durante quatro dias, São João Paulo II proferiu 12 intervenções e enviou ainda uma carta, desde a Cova da Iria, aos bispos católicos da Europa, que preparavam uma assembleia especial do Sínodo dos Bispos dedicada ao Velho Continente.

    Em 12 e 13 de maio de 2000, já com a saúde debilitada, João Paulo II regressou a Portugal para presidir à beatificação dos pastorzinhos Francisco e Jacinta Marto; proferiu um discurso na chegada, no aeroporto internacional de Lisboa, a homilia na missa de 13 de maio e uma saudação aos doentes reunidos na Cova da Iria.

    Na mesma ocasião deu-se o anúncio da publicação da terceira parte do chamado “Segredo de Fátima”.

    Bento XVI

    Bento XVI visitou Portugal de 11 a 14 de maio de 2010, para assinalar o décimo aniversário da beatificação de Francisco e Jacinta Marto, presidindo às celebrações da peregrinação internacional na Cova da Iria, nos dias 12 e 13 de maio.

    Em Lisboa, o Papa alemão reuniu milhares de pessoas numa missa no Terreiro do Paço; já em Porto, nova multidão acorreu à Praça dos Aliados para a celebração eucarística que encerrou uma viagem de quatro dias, com um total de 18 intervenções.

    Francisco

    Em 2017, é a vez da visita do Papa Francisco a Fátima, para a celebração do Centenário das Aparições, numa viagem centrada exclusivamente na Cova da Iria, onde em 13 de maio de 2013 o então Cardeal-Patriarca de Lisboa, Dom José Policarpo, consagrou o atual Pontificado a Virgem Maria.

    (CM-Ecclesia)